Quarta-Feira , 10 de Março de 2010 às 18:08h

Entre aspas


Não sei de quem é a frase, mas ela é definitiva:

"Aqui no Brasil, o escândalo virou paisagem".


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Quarta-Feira , 10 de Março de 2010 às 17:26h

A guerra e o terror


Por Aristheu Formiga*

Na semana em que o filme Guerra ao Terror foi premiado com seis Oscar, no mês em que os soldados americanos mortos desde a invasão do Iraque passam de quatro mil, no ano em que o presidente Barack Obama pediu mais verba ao Congresso americano para continuar a presença militar no Afeganistão, lembro que estes fatos ensejam uma reflexão sobre a guerra e o terror.

Este mês, visitou o Brasil a secretária de Estado americana Hillary Clinton, fazendo gestões junto ao presidente Lula da Silva, para tentar isolar politicamente o governo do Irã, que supostamente utilizaria seu programa nuclear para usos não pacíficos. Isto tudo nos remete ao militar prussiano Carl von Clausewitz, que dizia que a guerra é a continuação da política por outros meios.

 Terror revolucionário

 O terror como decorrência de decisões política surge após a Revolução Francesa, no período entre 1792 e 1794, e designava as práticas das massas populares urbanas de Paris. É o período onde a guilhotina ceifa milhares de vidas e as execuções se tornaram um espetáculo público.

 Após esta revolução, que inaugurou a possibilidade das camadas populares poderem se governar sem a nobreza, vieram outras revoluções, que por sua vez também tiraram poderes de soberanos. A revolução de outubro de 1917, dirigida por Vladimir Lênin, pegou carona na primeira guerra mundial e influiu na política global, no que Eric Hobsbawm chama de breve século XX, o período entre 1914 e 1991, quando cai o Muro de Berlim.

A revolução chinesa de 1949, iniciou uma mudança no país, com a influência de Mao Tse-tung permeando até hoje a política e a economia chinesa. A revolução islâmica no Irã, em 1979, inaugurou uma nova forma clerical de governar o país, controlado por aiatolás, sustentados por uma Guarda Revolucionária.

 O que as três revoluções citadas do século passado têm em comum é que, cada uma ao seu modo, polarizaram com os Estados Unidos, seja na Guerra Fria, na economia ou na suposição de aliada ao terror.

Nova guerra

 Como os Estados Unidos não conseguem sair do atoleiro em que se meteram no Afeganistão e no Iraque, sob o pressuposto de guerra ao terrorismo, buscam, numa manobra diversionista criar uma nova frente de batalha, envolvendo o Irã no já conturbado oriente médio.

 Para tanto, falam em construção da paz entre israelenses e palestinos, mas procuram enquadrar o Irã, atribuindo-lhe a fabricação de armas nucleares.

 No início da década, por muito menos – sob o pretexto de que possuíam armas químicas de destruição em massa, os Estados Unidos ocuparam o Iraque, armas estas que nunca foram encontradas. Curiosamente, tanto o Iraque quanto o Irã estão assentados sobre imensas quantidades de petróleo, mas isto é outro assunto.

*Aristheu Formiga é paraibano, jornalista e professor universitário em Santa Catarina. Sempre que pode visita João Pessoa.



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Quarta-Feira , 10 de Março de 2010 às 15:43h

Vocês acreditam nesta pesquisa?


Por Agnaldo Almeida

Saiu aí uma pesquisa, a primeira do ano, dando conta de que o governador José Maranhão está com sete pontos (sete e alguma coisa) de vantagem sobre o prefeito Ricardo Coutinho, na preferência do eleitorado paraibano.

 Vocês sabem que sete é um número marcado. E não é de hoje, vem dos tempos bíblicos. Mas isso não vem ao caso até porque pesquisas eleitorais são altamente volúveis. O que é hoje não é amanhã e a instantaneidade desses resultados tem frequentemente servido aos donos dos institutos de pesquisa para justificar erros grosseiros nas sondagens que realizam.

 Na Paraíba todo mundo sabe que as pesquisas eleitorais – pelo menos as que são divulgadas – não costumam bater com a realidade das ruas. Alguns podem não lembrar, mas, de acordo com alguns institutos, quem ganhou a eleição de 1994 não foi Antonio Mariz e, sim, Marcondes Gadelha, que à época disputavam o governo do Estado.

 Um pouco antes, em 1990, o vitorioso na sucessão estadual daquele ano, foi o candidato Wilson Braga e não o seu concorrente, Ronaldo Cunha Lima.

 Em 2006, todos vocês recordam, o então deputado Efraim Moraes era o quarto colocado nas pesquisas para uma das vagas de senador. À sua frente, estavam José Maranhão, Wilson Braga e Tarcísio Burity. Mas quem tomou posse foi Efraim.

 Rômulo Gouveia, na primeira vez em que disputou a prefeitura de Campina Grande contra Veneziano Vital do Rego, estava eleito, segundo os resultados de quase todas as pesquisas divulgadas durante a campanha. Mas até hoje o prefeito da cidade é Veneziano.

 Muitos outros exemplos poderiam ser citados, mas estes bastam, até porque diante desses prognósticos corre-se o risco de cometer duas grandes bobagens. A segunda maior delas é acreditar piamente nesses números. A primeira é brigar com eles.

Na pesquisa do Instituto Consult, divulgada hoje pelo Correio da Paraíba, o governador Maranhão vence o prefeito Ricardo na região da Grande João Pessoa por 12 pontos de diferença. É possível acreditar nisto? Mas tem mais: em Campina Grande, a situação, segundo esse levantamento, é de empate. Vejam bem: empate sem que Veneziano ainda tenha se definido sobre a sua participação na chapa majoritária do PMDB e, de outro lado, já tendo o ex-governador Cássio Cunha Lima se engajado na campanha de Ricardo.

 Pelo andar dessa carruagem, se Vené aceitar a vice, a vitória de Maranhão, em Campina, vai ser maior do que a de Lula sobre Geraldo Alckmin. Vocês acreditam nisso?

 Eu acho que o dono deste instituto é um humorista. Ou, então, é daquele tipo de gente que vende terreno na Lua, vende o Maracanã, o Pacaembu, etc.

 Mas, como disse, uma grande bobagem é brigar com resultados de pesquisas eleitorais na Paraíba. Afinal, por aqui elas têm um único objetivo: se transformar em peça publicitária de campanha.

 Não sou publicitário, mas acho que não deveriam ter usado nesta propaganda o número sete. Para não ser deselegante, não direi que é conta de mentiroso. Mas que é suspeito, lá isso é.


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Terça-Feira , 09 de Março de 2010 às 11:50h

Paraíso, rides again!


Vocês sabem que este blog tem a maior consideração pelas piadas que o nosso Murilo Paraíso manda pra cá. Mesmo que a gente não morra de rir, acha graça. Mas esta que ele acaba de enviar merece atenção. Movimentem os músculos da face e se preparem:

ÓIA O GATO, PÔRRA...

Um policial do 190 atendeu o telefone e foi anotando o pedido de socorro:

- POR FAVOR, MANDEM ALGUÉM URGENTE, ENTROU UM GATO AQUI EM CASA! É CASO DE VIDA OU MORTE!

 - Mas como assim, um gato em sua casa?

 - UM GATO! ELE INVADIU A MINHA CASA E ESTÁ CAMINHANDO NA MINHA DIREÇÃO. ELE VAI ME MATAR! PRECISO DE AJUDA!

 - Mas como assim? Você quer dizer um ladrão que é gato?

 - NÃO, IMBECIL! ESTOU FALANDO DE GATO MESMO, DESSES QUE TÊM
QUATRO PATAS, RABO, FAZEM MIAU, PORRA! VEM DEPRESSA!

 - Mas o que tem de mais um gato ir na sua direção?

 - ELE VAI ME MATAR! PUTA QUE PARIU! SE VOCÊS NÃO FIZEREM NADA, SERÃO OS CULPADOS!

- Quem está falando?

 - É O PAPAGAIO, CARÁIO!


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Terça-Feira , 09 de Março de 2010 às 10:49h

Favelizaram o Cabo Branco


Por Agnaldo Almeida

A olhos vistos e sem qualquer providência das autoridades, estão favelizando as areias da praia do Cabo Branco. Ali, não estranhem os leitores, já existem áreas demarcadas por alguns grupos de homens e mulheres que, quando não estão dormindo, passam o tempo todo bebericando, com pratinhos de tira-gosto.

Não, não são banhistas, veranistas ou mesmo os nossos conhecidos farofeiros, que eventualmente ficam, sem nenhum problema, sob as copas das amendoeiras da praia.

 São grupos de desocupados, que passam o dia inteiro tomando umas e outras na calçadinha e, à noite, se abrigam por cima de papelões e debaixo de cobertores que eles guardam em lugares mais seguros.

 Um dos pontos que já virou morada fica bem em frente ao Hotel Xenius. Ali, numa barraca que dizem pertencer a um italiano, há mais de três meses mora uma família. Não cheguei a ver crianças, mas o casal não só dorme, no chão,  embalado pelo barulho das ondas, como pelas manhãs costuma armar o maior barraco, sem trocadilho.

 Logo adiante há outro ponto. Fica na “castanhola” ao lado do quiosque onde as pessoas param para medir suas pressões arteriais, se pesar e beber um pouco de água.

 Os “habitantes” do lugar mijam e defecam em volta deste quiosque. De manhã, estão com cara de ressaca; à tarde, estão rebatendo, que ninguém é de ferro. Os funcionários que atendem ao público aferindo a pressão e os batimentos de quem faz Cooper são obrigados a lavar parte da calçada, sem o que, por conta da fedentina, o local não poderia ser freqüentado.

 Um pouco mais à frente, perto do Hotel Igatu, existe um outro grupo devidamente instalado. Dá pra ver que estão equipados com cobertores, panelas, espelhos, copos e outros apetrechos. Moram ali.

 A gente nota que com o passar dos meses novos grupos vão aparecendo. A princípio, não haveria o que se reclamar, já que a praia é pública e aberta para todos. Mas aquele local não pode servir de residência para ninguém.

 Tenho a maior simpatia pela causa dos sem-teto, dos sem-emprego, dos cem e dos milhares que nada possuem. O problema é que aquela não é a solução. E as autoridades do Estado não podem permitir que nas areias do Cabo Branco grupos de famílias e amigos comecem a se instalar, loteando a área e espalhando merda, mijo e resto de comida por tudo quanto é lado.

 Tô me lixando se esta minha visão é politicamente correta ou não. Só acho que o que está acontecendo numa das nossas praias mais bonitas não pode continuar. É um crime para os que, por necessidade, dela se aproveitam e, claro, para os que dela precisam como um belíssimo recanto de lazer.


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Terça-Feira , 09 de Março de 2010 às 09:46h

PT: um processo de humilhação


Por Agnaldo Almeida

O PT da Paraíba está passando por um processo de humilhação que decididamente não merecia. Paparicado em 2006 pelo então candidato ao governo José Maranhão, o partido fechou uma aliança, cabendo-lhe nas negociações o direito de indicar o candidato a vice.

Foi o que fez. Recaiu a escolha no nome de Luciano Cartaxo, que era vereador da Capital, líder do prefeito Ricardo Coutinho, e que na época tinha boas chances de concorrer à Assembleia Legislativa.

Maranhão e o PMDB nem discutiram a indicação porque sabiam o quanto precisavam do apoio petista. Lula estava – como ainda está – em alta, marchava para uma reeleição garantida e atuava muito nos estados como cabo eleitoral dos candidatos aliados do PT.

A coligação perdeu as eleições daquele ano, mas em 2009 conseguiu vencer a disputa no tapetão. Maranhão assumiu o governo e Luciano foi empossado como vice. Durante todo o tempo em que rolou o processo na justiça eleitoral, tanto o PT quanto Luciano foram peças importantíssimas para finalmente se chegar à decisão do TSE.

 Petistas de alto coturno, como o ex-presidente Ricardo Berzoini, estiveram o tempo todo engajados na briga judicial para convencer os ministros da corte eleitoral de que a eleição na Paraíba havia sido fraudada.

 Resolvida esta parte, no dia 18 de fevereiro do ano passado, instalou-se o novo governo. Desde o início já se percebia que Luciano Cartaxo era um vice sem muito prestígio. Bom cabrito, ele, porém, resolveu não berrar.

 O partido também fez de conta que não via nada. Estava em curso uma disputa interna entre os grupos do deputado federal Luiz Couto e do deputado estadual Rodrigo Soares. Maranhão, pressentindo a ligação entre Couto e Ricardo Coutinho, tomou o partido de Rodrigo e passou a cooptar petistas para que o apoiassem na disputa pela presidência estadual do PT.

 Luciano foi leal a Maranhão o tempo inteiro e trabalhou duro para eleger Rodrigo Soares. Tinha como certo que a indicação de seu nome para a reeleição seria pacífica. Se duvidasse de alguma coisa, poderia até ter iniciado um trabalho político com vistas a obter uma vaga na Assembleia Legislativa.

 Bom, o tempo correu e agora Luciano e o PT estão chorando pelo leite derramado, já que não há a menor chance de que o atual vice-governador venha a figurar na chapa dos sonhos de Maranhão. Ele já disse e repetiu que o vice é de Campina Grande. Aliás, disse isto numa entrevista tendo ao lado o próprio Luciano. Depois, numa outra solenidade, omitiu na saudação o nome do petista, que não pôde esconder o constrangimento.

 O processo de humilhação da sigla está na reta final. Os articuladores do Palácio pensam em oferecer a Luciano uma hipotética suplência de senador. Chega a ser um deboche. O mais curioso, porém, é que mesmo descartado, como coisa já usada e sem mais serventia, o PT continua mudo, cabisbaixo, com o rabo entre as pernas.

 Um partido que tem Lula como presidente de honra e uma militância reconhecidamente forte não poderia estar sendo tratado desta forma. Em outros tempos... ah, em outros tempos e com outros dirigentes o PT já teria botado a boca no trombone. Não se conformaria com essa migalha de três ou quatro cargos que ocupa no atual governo.

 Está faltando coluna vertebral. O partido está agachado como nunca esteve.


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Terça-Feira , 09 de Março de 2010 às 09:42h

Entre aspas


Enviada por Petrônio Souto

"O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso".
(Mário Quintana)


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Segunda-Feira , 08 de Março de 2010 às 20:52h

Homenagem ao Poeta


Mulheres de Atenas 

                                            Chico Buarque de Hollanda

 Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas
Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem, imploram
Mais duras penas
Cadenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos, poder e força de Atenas
Quandos eles embarcam, soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam sedentos
Querem arrancar violentos
Carícias plenas
Obscenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar o carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas
Helenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas
Morenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos, heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas
Serenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos, orgulho e raça de Atenas


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Segunda-Feira , 08 de Março de 2010 às 19:49h

Notícia boa é notícia ruim


Enviada por Marcos Pires

 Um dia , Deus, muito insatisfeito com a humanidade e os seus pecados, decidiu pôr fim a tudo. Deus reuniu então todos os líderes mundiais para comunicar-lhes pessoalmente a sua decisão de acabar com a humanidade em 24 horas.

 • Deus disse: " Reuni-vos aqui para comunicar que extinguirei a humanidade em 24 horas".

E o povo dizia: "Mas, Senhor... "
• Nada de MAS , este é o limite , a humanidade vai abandonar a Terra para todo o sempre ! Portanto, voltem aos respectivos Países e digam ao Povo que estejam preparados. Têm 24 horas !

 O primeiro a reunir o povo foi OBAMA .
• Em Washington , através de uma mensagem à nação , OBAMA disse :
• "Americanos, eu tenho uma boa notícia e uma má notícia para dar .
• " A boa notícia é que Deus existe e que ele falou comigo" . Mas, claro, já sabíamos disso . • A má notícia é que esta grande Nação, o nosso grande Sonho, só tem 24 horas de existência. Este é o desejo de Deus ".

 Fidel Castro reuniu todos os cubanos e disse :
• " Camaradas, povo Cubano, tenho duas más notícias . A primeira é que Deus existe... sim, eu vi-o, estava mesmo à minha frente!!!
Estive enganado este tempo todo ... A segunda má notícia é que em 24 horas esta magnífica Revolução pela qual tanto temos lutado, vai deixar de existir. "

 Finalmente, no Brasil, Lula dá uma conferência de imprensa :
• "Brasileiros, hoje é um dia muito especial para todos nós. Tenho duas boas notícias .
• A primeira boa notícia é que eu sou um enviado de Deus , um mensageiro, porque conversei com ele pessoalmente.
• A segunda boa notícia é que, conforme constava do Programa do Governo, em apenas em 24 horas , serão erradicados para sempre o desemprego, o analfabetismo, o tráfico de drogas, a corrupção, a pedofilia, os problemas de transporte, água e luz, habitação, de burocracia, e, o mais espectacular de tudo: todos os impostos vão acabar, assim como a miséria e a pobreza neste País!!
É o Governo cumprindo tudo o que prometeu!!!"










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Segunda-Feira , 08 de Março de 2010 às 08:34h

Que falta faz uma pombagira...



Transcrito da Folha de S. Paulo, edição de hoje

Por Luiz Felipe Pondé

________________________________________
As mulheres só topam sexo oral com homens porque são obrigadas? Humm... Custo a crer
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MULHERES GOSTAM de fazer sexo oral em homens? Dirá a leitora assustada: "Meu Deus, do que estará falando este colunista em plena segunda-feira de manhã, quando só consigo pensar em trabalho? Isso é papo de sexta-feira à noite, cara! Vá se tratar... Isso não se pergunta a uma dama sem pelo menos três taças de vinho antes e um jantar num restaurante caro!".

 Calma, querida leitora, não fique brava. Tome mais um gole de café, coma uma fatia de pão integral com queijo branco (ainda será o queijo branco indicado pelas nutricionistas ou já descobriram que ele engorda?). Passe seu batom em paz, calce seu salto alto. Sorria pra si mesma no espelho.

 Vou explicar. Não estou querendo lembrar a você o final de semana sem graça que teve, ou, ao contrário, o final de semana cheio de graça que teve, se você deu sorte e se sua pombagira sorriu pra você. Você sabe o que é uma pombagira? Não? Então, vá a uma gira de umbanda (uma reunião religiosa em um terreiro de umbanda), numa noite que as entidades espirituais que descem ao mundo (isto é, nos corpos de algumas mulheres) são mulheres que, quando viveram neste mundo, foram mulheres devassas (como a cerveja maldita da Paris Hilton, cujo comercial foi proibido pela repressão fascista).

Cada mulher tem "sua" pombagira. Quer ouvir um segredo? Em matéria de espiritualidade, são minhas prediletas. Voltando à vaca fria, será que estamos todos loucos e, desde a caverna, a vida sexual de machos e fêmeas foi um engodo porque as mulheres só topam sexo oral com homens porque são obrigadas? Humm... Custo a crer.

 Vamos aos detalhes sangrentos. Você viu nesta Folha, dia 24/2, na Folha Corrida, uma foto onde há uma mulher, ajoelhada (presumo, porque as pernas dela não aparecem, mas também pode estar sentada numa cadeira de escritório), diante de um homem, que tem sua mão posta sobre a cabeça dela, pronta para ser "obrigada" a fazer sexo oral nele? Em sua boca, ela tem um cigarro. A mensagem é "fumar é uma submissão, como o sexo oral feito por mulheres em homens".

 Trata-se da campanha de uma associação de não fumantes na França que quer denunciar a submissão dos fumantes aos malditos fabricantes de cigarros.

 Sem entrar no mérito de que suspeito dessa coisa de que fumantes são vítimas de submissão aos fabricantes (talvez porque nunca senti compulsão para fumar, como muita gente sente, apesar de adorar tabaco), acho que essa propaganda é um caso clássico de exagero ideológico. Claro que existe violência sexual no mundo, mas, cara leitora, você há de convir que esse papo paranoico de "ideologia sexista" já encheu o saco, não? Imagine só, você, entre duas taças de vinho, exigir "um sexo sem ideologia"! Vai acabar vendo no Discovery Channel a vida sexual dos ursos em vez de viver a sua.

 Essa foto revela uma tendência comum nas últimas décadas, que é a demonização do macho tal como prega a crítica do sexismo, tão afeita às mais chatinhas. Para essa crítica, a sexualidade é socialmente construída e não tem base biológica, e, nesse "socialmente", estaria a essência ideológica do sexo heterossexual que é o "poder do macho sobre a mulher". Logo, mulheres fazem sexo com homens porque são vítimas do poder masculino.

Calma, cara leitora, eu sei que você está rindo aí, entre uma mordidinha e outra do seu pão integral com geleia natural light, consciente do seu poder pleno sobre aquele que lhe deseja.

 A intenção da crítica ao sexismo seria produzir "sexo cidadão" (que horror!) ou sexo socialmente saudável. Ou seria, talvez, "sexo consciente", cujo oposto, "sexo inconsciente", seria sonambulismo sexual? Não existe sexo saudável, todo sexo, para ser bom, tem que ser meio doente, escondido, miserável, maldito, sujo. Não existe sexo "livre". A tal revolução sexual é puro marketing de comportamento. Camas vazias de desejo e cheias de palavras vãs, cercadas por fotos do Foucault. Meus avós transavam melhor.

 Nudez sem castigo não dá tesão, por isso, toda nudez tem que ser castigada. Um dos maiores afrodisíacos da história é a relação entre sexo, pecado, medo e poder. A fronteira entre o bem e o mal na cama é sutil demais pra quem crê nesse negócio de "sexismo".

 Essa foto é um exemplo da lástima que é a politização da sexualidade, a serviço das agendas de grupos militantes da sociedade que só atrapalham (de propósito) a já conturbada vida contemporânea entre homens e mulheres.


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Segunda-Feira , 08 de Março de 2010 às 08:16h

Curral unido...


Por Agnaldo Almeida

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), saiu com duas pedras na mão em defesa de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, acusado de envolvimento no suposto esquema de desvio de verba da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo.

 Como vocês veem, no curral do PT vacas não desconhecem bezerros.

 Segundo reportagem da revista "Veja" desta semana, foram analisadas mais de 8.000 páginas de documentos do processo que envolve o desvio de recursos. A conclusão é que a direção da Bancoop girou R$ 31 milhões em cheques para a própria entidade para não revelar o destino do dinheiro.


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Sábado , 06 de Março de 2010 às 07:21h

Caiu a casa do tesoureiro do PT


 

Trecho da matéria de capa da nova edição da revista Veja:

Depois de quase três anos de investigação, o Ministério Público de São Paulo finalmente conseguiu pôr as mãos na caixa-preta que promete desvendar um dos mais espantosos esquemas de desvio de dinheiro perpetrados pelo núcleo duro do Partido dos Trabalhadores: o esquema Bancoop.

 Desde 2005, a sigla para Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo virou um pesadelo para milhares de associados. Criada com a promessa de entregar imóveis 40% mais baratos que os de mercado, ela deixou, no lugar dos apartamentos, um rastro de escombros. Pelo menos 400 famílias movem processos contra a cooperativa, alegando que, mesmo tendo quitado o valor integral dos imóveis, não só deixaram de recebê-los como passaram a ver as prestações se multiplicar a ponto de levá-las à ruína. Agora, começa-se a entender por quê.

 Na semana passada, chegaram às mãos do promotor José Carlos Blat mais de 8 000 páginas de registros de transações bancárias realizadas pela Bancoop entre 2001 e 2008. O que elas revelam é que, nas mãos de dirigentes petistas, a cooperativa se transformou num manancial de dinheiro destinado a encher os bolsos de seus diretores e a abastecer campanhas eleitorais do partido.

 “A Bancoop é hoje uma organização criminosa cuja função principal é captar recursos para o caixa dois do PT e que ajudou a financiar inclusive a campanha de Lula à Presidência em 2002.”

 Na sexta-feira, o promotor pediu à Justiça o bloqueio das contas da Bancoop e a quebra de sigilo bancário daquele que ele considera ser o principal responsável pelo esquema de desvio de dinheiro da cooperativa, seu ex-diretor financeiro e ex-presidente João Vaccari Neto. Vaccari acaba de ser nomeado o novo tesoureiro do PT e, como tal, deve cuidar das finanças da campanha eleitoral de Dilma Rousseff à Presidência.


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Sexta-Feira , 05 de Março de 2010 às 19:46h

Jefferson é quem manda


Por Agnaldo Almeida

"Sai, daí, Zé, sai daí ligeirinho antes que possa contaminar o seu chefe"!

A ordem foi dada pelo deputado Roberto Jefferson, na CPI do Mensalão, dirigida ao então chefe da casa civil do governo federal, José Dirceu.

Dirceu saiu. Saiu e foi cassado. Mas hoje é um homem rico.

Agora, que as confusões do PTB começam a interferir nas alianças para a sucessão paraibana deste ano, andam comentando que Jefferson vai dizer com todas as letras:

-Sai, daí, Armando Abíio, sai daí ligeirinho antes que possa contaminar o nosso partido.


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Sexta-Feira , 05 de Março de 2010 às 16:41h

Cuidado com a pontuação!


Enviada por Marcos Pires

Veja como é fácil tirar conclusões a partir daquilo
que acreditamos ou precisamos. A importância do detalhe.

Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e
caneta. Escreveu assim:

'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho
jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres'.

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem ele deixara a
fortuna?
Eram Quatro concorrentes._

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho.
Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.


2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais
será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra
sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho?
Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles,
sabido, fez esta interpretação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho?
Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

* Moral da estória:*
Assim é a vida. Pode ser interpretada e vivida de diversas
maneiras.
Nós é que colocamos os pontos. E isso faz toda a
diferença.


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Sexta-Feira , 05 de Março de 2010 às 16:32h

Veneziano mais longe da vice


Por Agnaldo Almeida

No início da semana, o prefeito de Campina Grande Veneziano Vital Filho foi recebido na Granja Santana para um lauto jantar. Pouquíssimos convidados à mesa, porque a conversa era reservadíssima.

 Lá pras tantas, o governador José Maranhão puxou o assunto: “E aí, já posso anunciar que você é meu companheiro de chapa ao governo?”.

 O cabeludo, que é educado e cerimonioso, não desconversou totalmente. Disse que seria uma honra poder figurar numa chapa majoritária ao lado do governador. Mas, diante de olhares atentos, observou que tem dificuldades em deixar a Prefeitura de Campina Grande.

 Lembrou que o seu vice José Luiz passa por problemas de saúde e falou ainda das obras que gostaria de concluir na sua administração. Conversa vai, conversa vem, e nada se resolveu. O cabeludo mais uma vez transferiu para “a semana que vem” uma definição sobre o assunto.

 Ocorre que nesse meio tempo vazou para a imprensa os resultados de uma pesquisa de opinião pública em que Maranhão aparece cinco pontos percentuais abaixo de Ricardo Coutinho.

 Ora, se os encantos de Veneziano já não eram muitos, com essa pesquisa, garantem os seus amigos de Campina Grande, a coisa agora esfriou de vez.

 Não quer dizer que o prefeito campinense não possa acabar aceitando o convite, mas que tudo ficou mais difícil, não resta a menor dúvida. Afinal, não se deixa um cargo importante como o que ele ocupa para participar de uma jogada política que, a preço de hoje, pode não passar de uma aventura.

 Pelo sim, pelo não, Maranhão – que não é de esperar por ninguém – já lançou mão do seu plano B: anda anunciando que o deputado Manoel Júnior pode ser candidato ao Senado. Isso mexe no xadrez político dos peemedebistas e serve como elemento de pressão para convencer o cabeludo.

 Pelo menos, é assim que Maranhão espera que as coisas aconteçam.

“Eu quero uma boquinha!”

Lá na Boca Maldita do Ponto de Cem Réis, quando se ouviu dizer que o deputado Armando Abílio estava aderindo a Maranhão porque “falta capacidade de diálogo a Ricardo Coutinho”, um dos circunstantes, comentou:

- Não é nada disso e Armando sabe o que quer.Para ele, o importante não é o diálogo que falta a Ricardo. São as secretarias de Estado que sobram em Maranhão.

Cai o pano.


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