Quinta-Feira , 04 de Março de 2010 às 12:31h

Sinais da natureza



Por Petrônio Souto

A verdade é que o homem, que já não sabe mais conviver com o semelhante, não conhece mais os sinais da natureza. Pior: Perdeu completamente a capacidade de dialogar com ela. Pouca gente dá importância a coisas como a direção dos ventos, as fases da Lua, a posição do Sol, as estações do ano, as marés, as correntes marítimas. Para muitos jovens, solstício e equinócio são palavrões ou nome de remédio para emagrecer.

Anda-se de lancha e jet-ski sem o mínimo de intimidade com o mar. Em nome do conforto e da modernidade são cometidas verdadeiras atrocidades, em muitos casos por absoluta ignorância do predador. Sem querer dar uma de profeta do caos, não há mais dúvida: Nosso futuro será cinzento.

Puxando o assunto para o nosso sítio, João Pessoa, o ideal seria que as autoridades pensassem mil vezes antes de permitir que alguém construa alguma coisa na beira-mar. A beira-mar é o lugar menos indicado para se instalar palcos, arenas, bares, barracas, quaisquer estruturas, mesmo que desmontáveis. A gente observa que não é o mar que avança sobre o continente. É o homem que invade o mar de forma cada vez mais descontrolada.

Caminhar à noite ou de manhã cedo nas areias de Tambaú e Cabo Branco é um suplício para quem ainda se sensibiliza com o sofrimento dos animais marinhos que dependem das praias para garantir sua sobrevivência.

Dentro do mar, a barreira de corais existente em nosso litoral, da qual fazem parte Areia Vermelha e Picãozinho, está agonizando. Embora protegida pela ONU, a barreira natural que torna as praias da Paraíba artigos de luxo está se deteriorando com a velocidade da luz.

Poucos se incomodam com os sinais emitidos pela morte lenta do Cabo Branco. Dá para desconfiar que os paraibanos só vão começar a se preocupar com este assunto quando o mar destruir o asfalto e alguns imóveis da primeira avenida, o que, infelizmente, não está muito longe de acontecer.




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Quinta-Feira , 04 de Março de 2010 às 09:13h

E o aumento para os servidores?


Por Agnaldo Almeida

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, o deputado Zenóbio Toscano, que vem tendo os seus passos políticos dia e noite monitorados pelos olheiros do governo, já decidiu que vai realizar audiências públicas para discutir alternativas ao veto que o governador José Maranhão impôs à proposta de reajuste salarial para os servidores públicos.

 - A gente precisa ouvir os representantes dos servidores, saber quais são os argumentos dos sindicatos e da federação para, somente depois, submeter a apreciação do veto ao plenário da Casa, explica Toscano, lembrando que existem recursos já transferidos para enfrentar as despesas com este aumento.

É importante, sim, que os servidores se façam representar na audiência marcada para a próxima terça-feira, dia 9 no plenário José Mariz. É importante também que os deputados tenham em mente o seguinte: votar contra reajuste salarial de servidor em ano de eleição é quase um suicídio político. Ainda mais quando a proposta aprovada na Lei Orçamentária Anual está rigorosamente dentro dos padrões constitucionais.

 Os deputados de oposição querem dar cinco por cento de aumento aos servidores. Os maranhistas não querem dar nem um centavo.


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Segunda-Feira , 01 de Março de 2010 às 17:37h

De orçamentos públicos


Por José Virgolino de Alencar

Orçamento público é uma estrutura legal, técnica, burocrática, muitíssimo complexa, costumando ser execrada pelos leigos dado o hermetismo de suas disposições normativas. A leitura de textos que falem sobre orçamento parece enfadonha, cansativa, pouco tragável. Mas não é uma coisa insondável para quem tem formação e informação, mesmo geral, sobre a diversidade do conhecimento, ainda mais tendo em vista que o orçamento é a principal viga de um modelo econômico, da gestão do país, portanto, conhecê-lo está no campo e na exigência da cidadania.

Naquela algaravia de siglas, números, códigos, classificações, está escrito o destino de uma nação, porquanto o caminho que se dá aos recursos públicos também dá rumo ao futuro dos país. Assim, o cidadão deve ligar suas antenas para sintonizar-se com o que os gestores públicos estão fazendo com o nosso orçamento. Mas, cuidado para não agir com açodamento, para não sair deitando falação por aí, às vezes crucificando o administrador público em matéria de decisão orçamentária, porque as circunstâncias podem obrigar uma mudança de rumo na aplicação orçamentária, sem afetar o rumo da coisa pública.

Orçamento significa, essencialmente, previsão, estimativa, normalmente feita com muita antecedência dos fatos concretos, e como tal sujeita a revisões para adaptação à realidade do momento atual que à época da elaboração se podia alcançar. O grande problema, de raiz econômica, é que, em qualquer país, em qualquer estado federado e em qualquer município, burgo, os recursos são inferiores às demandas da sociedade ou da comunidade local. O orçamento prevê os recursos, um verdadeiro jogo de “advinhação”, de virtualidade, e “fixa” a despesa, aqui uma realidade factual.

Na prática, os recursos podem não se viabilizar, são muitos os fatores agravantes e complicadores da previsão, enquanto a realidade da despesa permanece, pressionando o administrador. O que fazer? Não há milagre. Cortar os gastos, tendo-se o cuidado de começar o corte numa escala de prioridade, reduzindo, inicialmente, aquilo que não prejudicar os interesses da sociedade, adiando o que pode ser adiado, para executar o imprescindível, assegurar o indispensável atendimento aos reclamos sociais.

Então, não é novidade, ao contrário, é fato corriqueiro, comum, o redirecionamento orçamentário, tranferindo-se recursos de uma rubrica orçamentária para outra. Isso é uma permissão expressa no próprio texto constitucional, regulamentado na legislação infraconstitucional, através dos chamados créditos adicionais(suplementares, especiais e extraordinários). Um determinado programa ou projeto pode iniciar o exercício fiscal com cobertura orçamentária e concluir sem os recursos necessários para seu atendimento, porque outra demanda exigiu a transferência.

Ainda mais deve ser esclarecido que o orçamento(hoje chamado de Orçamento-Programa) não contempla necessariamente os itens específicos de despesas, mas a “natureza”(corrente ou capital), “categoria”(custeio, investimento, inversão, etc..), “elemento”(pessoal, material de consumo, serviços, obras, equipamentos), definindo, ainda, a fonte de recurso e a forma de aplicação, se direta ou indireta. O orçamento, hoje, é também plurianualizado(três exercícios), mas de execução anual. Uma despesa só pode ser considerada definitivamente cancelada ou para cobrir crédito adicional ou no fim dos três anos programados. O adiamento, dentro do período trienal de vigência, é absolutamente normal. Quer dizer: adiar-se a execução de um item não significa erro de previsão, nem cancelamento do item, mas remanejamento da dotação de cobertura.

Enfim, o orçamento não contempla diretamente um item, mas a natureza, a categoria e o elemento ao qual o item pertence. Vencimentos, gratificações, papéis para expediente, combustíveis, matéria-prima, insumos, materiais para obras e outros milhares de itens são relacionados como anexo do plano de contas, são normalmente muitas vezes superiores à “verba” para o elemento a que ele se vincula, de modo que a sua não-execução nada tem de errado, pelo menos do ponto de vista legal. A estratégia pode ser criticável, mas não condenada.

A crítica é livre, mas a condenação exige provas e processo. Devemos, então, para condenar, saber sobre o que estamos condenando, senão estaremos sendo apenas levianos e não analistas.


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Segunda-Feira , 01 de Março de 2010 às 17:26h

João Hélio e os direitos humanos


Por Dom Antonio Augusto Dias Duarte*

 Há três anos o menino João Hélio entrava no carro dos seus pais sem saber que a sua breve vida de sete anos seria brutalmente, sangrentamente, criminosamente interrompida por cinco rapazes, entre os quais estava um adolescente de 16 anos.

Essa criança transformou-se num "mártir-mirim da vida" - assim o chamei num artigo que escrevi em forma de carta aberta dirigida a ela e publicado pelo jornal O Globo -, tamanha foi a reação de indignação e de comoção popular diante do modo como ela foi assassinada.

Infelizmente, hoje temos ecos dessa reação popular ao ler nos jornais a notícia de que a organização não-governamental (ONG) Projeto Legal quer mudar o rosto de um delinquente juvenil, réu do crime cometido contra esse pequeno mártir, para o rosto de uma vítima ameaçada de morte e, portanto, com o direito de ser incluída num Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente, podendo viajar para um Estado ou país diferente e assim viver mais seguro.

Mesmo com a imediata intervenção do Ministério Público pedindo a anulação desse ato impetrado pela referida ONG, mesmo com o acerto da decisão judicial de libertação desse delinquente, uma vez que ele cumpriu o prazo-limite de três anos de afastamento da sociedade, várias questões merecem ser consideradas diante do reaparecimento de menino João Hélio na mídia nacional.

Primeira questão: será que a ONG Projeto Legal tem o direito de aumentar a dor dos pais, favorecendo um rapaz que ainda é incapaz de viver em sociedade de forma civilizada, quando se sabe que na sua curta permanência na prisão cometeu mais três crimes, um dos quais foi a tentativa de homicídio de um agente de disciplina, usando tiras de pano e cordas?

Segunda questão: será que os direitos humanos fundamentais, no Brasil, não estarão sendo manipulados por certos grupos de pessoas, que acabam colocando-os num nível de igualdade com outros "direitos" criados e claramente contrários à dignidade da pessoa humana e ao bem comum da sociedade?

Terceira questão: será que não existe mais, na atual civilização, o direito de memória, que exige o dever de respeitar o sofrimento gravado a fogo na mente e no coração dos pais e dos familiares, dos amigos e dos concidadãos de João Hélio, pois no interior de toda essa gente nunca se apagarão as imagens da atrocidade cometida contra essa criança, e a infeliz iniciativa desse tipo só faz pisotear este direito humano?

Quarta questão: será que o nosso mundo, que se vangloria de ser pós-moderno, de ter progredido tanto nos costumes e na ciência, de ter avançado na defesa dos direitos humanos, tem ainda uma reserva de mentes claras e imunes a ideologias camufladas, capaz de falar dos reais direitos humanos e mais capaz ainda de proclamá-los corajosamente, até que o povo brasileiro se convença de que não precisa mais de ONGs que se vão instalando no nosso país somente para conturbar a ordem social e destruir valores culturais e religiosos indiscutíveis?

Queremos que o caso de João Hélio não seja mais um para preencher páginas dos meios de comunicação e tampouco que a sua pura figura de chorosa memória sirva para promoção de algumas entidades interessadas não sabemos em quê. Queremos, sim, que esse "mártir-mirim da vida" desperte a reserva de inteligências esclarecidas, crie ações de famílias preocupadas com a segurança e a paz dos seus membros, a fim de que haja na cultura brasileira uma valorização mais enfática da dignidade humana, que é a raiz profunda dos direitos humanos e o alicerce firme de um mundo mais fraterno e justo.

Nesse sentido, a Igreja Católica no Brasil resiste a ser empurrada para dentro das sacristias e, sempre que houver no País um ou vários atentados contra os direitos fundamentais da pessoa humana, ela terá a coragem de proclamá-los, defendê-los e promover debates purificados de ideologias impregnadas de ateísmo e relativismo.

Os direitos fundamentais que governam as relações sociais, tais como a inviolabilidade da vida humana, o respeito à natureza, a liberdade de imprensa, a informação objetiva na mídia, a propriedade privada, a liberdade religiosa, a educação das crianças e dos jovens isenta de ideologias desconstrutivas da pessoa humana, a verdadeira natureza e identidade do matrimônio e da família, a segurança pública, a saúde integral, o voto sem preço, etc., para citar alguns dos direitos humanos mencionados na encíclica Pacem in Terris, escrita em 1963, pelo beato papa João XXIII, são anteriores ao Estado, são próprios da natureza humana e, principalmente, são originários do próprio Deus.

Nem Estados, nem grupos de Estado, nem autoridades governamentais, nem integrantes de organismos não-governamentais, nem planos nacionais, nem pretensas nações planejadores do mundo têm o direito de impingir aos cidadãos de um país certas propostas que maculam e lesam a dignidade da pessoa humana, mesmo que utilizem a expressão "direitos humanos", sem afirmar quais a sua raiz e a fonte verdadeiras e originais.

João Hélio, eu lhe dizia há três anos que você seria a semente de um Brasil onde as crianças teriam respeito, consideração e muito amor desde o princípio de sua vida e, hoje, tenho de lhe pedir perdão, porque nós, os adultos, não soubemos, ou melhor dizendo, não quisemos regar essa semente neste intervalo de tempo e ela é minúscula, mas lhe prometemos que a sua vida e morte acabará germinando e produzirá os frutos de que o Brasil necessita.

*Dom Antonio Augusto Dias Duarte, médico pela Universidade de São Paulo é bispo-auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Este artigo foi publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo. 


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Segunda-Feira , 01 de Março de 2010 às 15:44h

Drummond, segundo Paraíso


Nosso Murilo Paraíso, que além de exímio contador de anedotas é também leitor voraz da obra do poeta Carlos Drummond de Andrade, mandou para o blog o post que segue:

 Num momento de descontração, o grande poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu:

"Satânico é meu pensamento a teu respeito e
ardente é o meu desejo de apertar-te em minhas mãos,
numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem.
A noite era quente e calma e eu estava em minha cama,
quando, sorrateiramente, te aproximaste.
Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu,
sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente indiferença,
aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares.
Eu adormeci.
Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós
ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama te esperar....
Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força.
Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos.
Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo..
Só assim, livrar-me-ei de ti....... pernilongo F.d.P...


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Segunda-Feira , 01 de Março de 2010 às 13:04h

Levo ou deixo?


Enviado por Marcos Pires 

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.

 Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:

 - Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.

 Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinqüagésima potência que o vulgo denomina nada.

 E o ladrão, confuso, diz:

 - Dotô, resumino, eu levo ou deixo os pato?'


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Domingo , 28 de Fevereiro de 2010 às 11:55h

Efraim pode não votar em Serra


Por Agnaldo Almeida

 - Se o PSDB nacional encampar a candidatura de Cícero Lucena ao governo da Paraíba, eu não voto em José Serra.

 A declaração é do senador Efraim Moraes e, embora ainda não tenha sido anunciada de público, já foi tema de conversa com o presidente nacional do DEM, o deputado Rodrigo Maia.

 Em conversa com o colunista, Moraes explicou os seus motivos: a candidatura de Lucena divide as oposições no Estado e cria uma série de problemas nas bases eleitorais do PSDB e do DEM.

 Efraim, é óbvio, não quer se meter nos assuntos internos dos tucanos, mas como presidente estadual do DEM pode tomar a decisão que mais convier à legenda dos democratas. E o seu raciocínio é simples: se o PSDB nacional estimular essa divisão das oposições paraibanas, por que o seu partido deveria sufragar o nome de José Serra para presidente?

 O senador paraibano vai conversar com o seu colega Sérgio Guerra, que preside o PSDB e vai dizer claramente que desse jeito não dá. Na sua avaliação, uma eventual candidatura de Cícero Lucena dificulta até mesmo as coligações para as eleições proporcionais.

 Bom, se não votar em Serra, em que Efraim votará para presidente? A sua expectativa é que o PSB apresente a candidatura de Ciro Gomes. Como os democratas vão firmar aliança aqui com os socialistas, não haveria nenhum problema em se engajar na campanha de Ciro.

 Esta decisão de Efraim é um fato novo na política local. Não sei se ele dará conhecimento aos participantes do “encontrão” desta segunda-feira, mas que isso terá repercussões na definição dos tucanos, não resta a menor dúvida.


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Sábado , 27 de Fevereiro de 2010 às 10:23h

Piadinha do dia


Enviada por Murilo Paraíso

O ceguinho chegou no restaurante, e pediu um cardápio em braile. O garçom, desculpando-se, disse que não tinha.
O ceguinho falou:
- Não faz mal, me traz uma colher suja da cozinha para eu provar a comida.

O garçom achou estranho, mas atendeu ao pedido. Pegou uma colher usada na cozinha, e deu ao ceguinho. Este lambe a colher e comenta:
- Hummm, ótimo tempero. Camarão, com arroz à grega, pode me trazer esse prato mesmo.

No dia seguinte, a mesma coisa:
- Hummm, strogonof de frango, batata frita, pode trazer esse prato mesmo.
Passou-se uma semana, sempre a mesma coisa, o ceguinho pedia a colher e dizia o prato.

 O garçom, querendo sacanear o ceguinho, resolveu aprontar.
No outro dia, quando o ceguinho chegou e pediu a colher, o garçom pegou uma colher e chegou pra cozinheira, que aliás é sua esposa:

 - Margareth, eu tô a fim de aprontar pro ceguinho.
Pega essa colher e passa aí na perereca... A cozinheira atendeu ao pedido, e o garçom levou a colher pro ceguinho.
Este colocou a colher na boca, pensou um pouco e falou:

- Ah, você tá de sacanagem!!! Não vai me dizer que a Margareth trabalha
aqui!!!



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Sexta-Feira , 26 de Fevereiro de 2010 às 09:52h

Problemas no blog


Por Agnaldo Almeida

Alguns leitores têm registrado que o blog está com problemas. Qualquer letra acentuada vira um quadrado. Na verdade, isso passou a ocorrer depois que o nosso hospedeiro trocou de servidor.

Mas a turma que garante a nossa qualidade já está a postos. Prometeram resolver tudo no menor tempo possível. Não sei se será hoje. Espero e confio, porque o pessoal é pra lá de competente.


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Quinta-Feira , 25 de Fevereiro de 2010 às 17:17h

Os sete candeeiros


Por Agnaldo Almeida

 Estive com o amigo e neo-blogueiro Dirceu Galvão e tive o prazer de ser apresentado aos “Sete Candeeiros”. Dizendo melhor: ao www.setecandeeiroscaja.blogspot.com, que é um blog especializado em homenagear a cidade de Cajazeiras e a sua gente.

 Dirceu é de lá, ama a terra como poucos e, mesmo tomado de serviços, seja como advogado ou como professor universitário, ainda encontra tempo para alimentar diariamente o blog, com histórias maravilhosas sobre tipos populares e acontecimentos que marcam o cotidiano da cidade que ensinou a Paraíba a ler.

 Vocês devem dar uma olhada no “sete candeeiros”. Eu mesmo já coloquei entre os favoritos.


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Quinta-Feira , 25 de Fevereiro de 2010 às 16:57h

Precisamos de uma política de Estado


Por Agnaldo Almeida

Na próxima segunda-feira, ingressaremos no que o linguajar rural chama de “mês três”. É março, o terceiro mês de 2010, em cujo “mês dez” se realizam as eleições gerais no Brasil e na Paraíba.

Estaremos, portanto, a sete meses do pleito. O calendário da Justiça Eleitoral não autoriza ainda as atividades típicas das campanhas políticas, mas também não proíbe que desde já os temas de interesse coletivo entrem na pauta das nossas lideranças e, mais ainda, dos pretensos candidatos a cargos eletivos na disputa que se aproxima.

 Num esforço concentrado de suas instituições, aí incluídas naturalmente, as legendas partidárias, a Paraíba poderia começar a debater a urgente necessidade de se estabelecer por aqui uma distinção fundamental que já é feita em outros Estados.

 Poderia cuidar de estabelecer uma linha demarcatória entre política de Estado e programas de governos. Quanto mais nítida viesse a ser esta distinção, mais resultados positivos o Estado poderia obter no combate às suas mazelas de tantos e tantos anos.

 Peguemos, pra começar, o caso do analfabetismo adulto. No ranking geral dos Estados, aparecemos lá em cima. Ou seja, em pleno século XXI, ostentamos índices que envergonham – ou pelo menos deveriam envergonhar – os nossos governantes dos últimos 50 anos, só para tomar como referência o ano de 1960.

 Como ninguém nasce adulto, esses índices aumentam porque não se dá, como é dever do Estado, a atenção necessária para a educação das crianças. Daí, centenas de milhares delas crescem na escuridão do analfabetismo e depois de longo sofrimento, absolutamente excluídas, morrem nesta mesma condição.

 A guerra ao analfabetismo, pois, deveria ser encarada como política de Estado, com metas definidas para cada ano e para cada período administrativo, não importando o governante de plantão nem muito menos o seu partido. Assim como se pune gestores públicos que não seguem a Lei de Responsabilidade Fiscal, também se deveria punir aqueles que desrespeitassem o compromisso com a alfabetização.

 Mas não é só a educação. Entre as políticas de Estado, de cumprimento obrigatório, deveria figurar também a questão do déficit habitacional. Não deveria ficar ao sabor desde ou daquele governo priorizar a construção de casas para as comunidades pobres. Estabelecida como política de estado, e não de governo, esta ação seria um programa contínuo, permanente, gestão após gestão. Com metas a ser atingidas, por cima de pau e pedra.

 Esgotamento sanitário – e, evidentemente, não apenas em João Pessoa e Campina Grande, mas em todo o Estado – também deveria se enquadrar nesta categoria. Num trabalho continuado, dia a dia, metro por metro, não demoraríamos muito a alcançar uma cobertura nesta área digna de um Estado civilizado.

 Há muitas outras ações governamentais que, por lei, deveriam receber o tratamento de política de Estado. Isso não tiraria dos atuais governantes, nem dos futuros, o direito de traçar também suas próprias metas e investir, quando o dinheiro desse, em áreas que eles mesmos considerassem prioritárias, urgentes.

 Estabelecer política de Estado, separando daquelas que a cada quatriênio constituem as políticas de governo, seria o caminho mais curto para garantir, independente dos inquilinos do Palácio da Redenção, a continuidade das obras públicas, a eficiência no uso do dinheiro do contribuinte e a melhoria da qualidade de vida do nosso povo.

 Tudo isso já poderia estar sendo discutido agora na Assembleia Legislativa, no Executivo, no Judiciário, na Universidade, na OAB e em todas as instituições e entidades que, com diferentes graus de responsabilidade, tem a obrigação de trabalhar pelo bem da Paraíba.

 Mas, como ter cabeça para discutir isto, se o que importa mesmo é saber quem será o vice de tal candidato ou suplente deste ou daquele senador?

 Quando disseram “Paraíba pequenina”, certamente era a esta inversão de valores que estavam se referindo. Ainda que mandando um abraço.


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Quinta-Feira , 25 de Fevereiro de 2010 às 08:36h

A melhor do mês


Enviada por Carlos Germano

Um homem passa pela porta do plenário do Senado e escuta uma gritaria que saía lá de dentro:

- Filho da Puta, Ladrão, Salafrário, Assassino, Traficante, Mentiroso, Pedófilo, Vagabundo, Sem Vergonha, Preguiçoso de Merda. Vendido, Assaltante...!!!

Assustado o homem pergunta ao segurança parado na porta:

- O que esta acontecendo aí dentro, estão brigando?

- Não! - responde o segurança-, acho que estão fazendo a chamada...!!!






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Terça-Feira , 23 de Fevereiro de 2010 às 13:44h

Raios UV: o perigo chegou


Por Agnaldo Almeida

João Pessoa está entre as 15 capitais do Brasil em que os raios ultravioleta chegaram à condição extrema de radiação hoje pela manhã. De acordo com os técnicos do instituto Somar Meteorologia, a elevação do índice acontece devido a fatores como a estação do ano e a pouca nebulosidade, que causam a elevação do nível de raios solares que chegam à superfície da Terra. 

 Segundo os médicos da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o alto índice registrado de raios UV aumenta o risco de danos à pele, que podem variar de uma vermelhidão até o aparecimento de manchas, envelhecimento e câncer de pele, se a exposição for feita por tempo prolongado, regularmente.

 Além de João Pessoa, os locais com índices mais elevados, na hora da medição eram Brasília, Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Fortaleza, Macapá, Maceió, Natal, Palmas e Recife, com índice 14, seguidos por Rio de Janeiro e Vitória, com 13, e Porto Alegre, que tinham índice 11, considerado extremo.

 De acordo com a escala, índices de 1 a 2 é considerada baixo; de três a cinco é apontado como moderado; seis e sete são altos; já entre oito e dez são considerados muito alto; enquanto os superiores a dez são apontados como extremos.

 Para evitar problemas causados pelos raios ultravioletas as pessoas devem evitar exposição ao sol. Mas quando for necessário, devem usar protetor solar e roupas com cores claras, que refletem a radiação diminuindo o contato dela com a pele. Em casos de aparecimento de mancha na pele durante um tempo prolongado, a pessoa deve procurar um médico.

 Fonte: Portal UOL


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Terça-Feira , 23 de Fevereiro de 2010 às 09:54h

Tempo é governo


Por Agnaldo Almeida

O deputado Marcondes Gadelha teria dito que a Paraíba é o “único estado comunista do Brasil. Aqui, todos dependem do governo. A estatização da sociedade é tão forte, na Paraíba, que até o aposentado mede o tempo de vida que lhe resta pelo número de mandatos governamentais.

Um amigo do correspondente Peter S., por exemplo, que completa 61 anos em março, garante que só vai viver por mais três governos, ou seja, 12 anos. Isso se algum governador não atrasar o pagamento do funcionalismo. Nesse caso, tudo pode se acabar no mandato do governador inadimplente.

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Terça-Feira , 23 de Fevereiro de 2010 às 09:49h

Onildo é para sempre


Por Agnaldo Almeida

 Morreu ontem, mas eu só fui saber hoje, um velho amigo: Onildo Lins, uma das pessoas mais inteligentes e mais agradáveis com quem convivi. Tinha 73 anos, era pai de Sílvio Osias, jornalista e crítico de cinema dos melhores. Onildo era um homem bem informado, autodidata e extremamente educado.

 Sempre me deu a impressão de que carregava consigo o sofrimento dos que se dispõem a refletir sobre a própria condição humana. Tinha conhecimentos de astronomia, de física, de química, de medicina e da alma das pessoas. Era um cobra no inglês, considerando que aprendeu tudo sozinho.

 Amigo dos amigos de Sílvio, sofreu um choque grande, tempos atrás, com a morte de Jairo Osias, seu filho mais novo. Este também era uma pessoa doce, garoto ainda, cultor das letras e da música.

 Tão cioso na investigação do sentido da vida e dos mistérios do universo, Onildo agora foi se encontrar com ele e com d. Hermengarda, de quem enviuvou há anos.

 A Sílvio, os sentimentos de solidariedade. Mas Onildo é para sempre.


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