Segunda-Feira , 22 de Fevereiro de 2010 às 17:50h

Para onde vai a oposição?


 Por Agnaldo Almeida

Nem Mãe Diná, a vidente que vez por outra é convocada pelas emissoras de televisão para dizer o que nos reserva o futuro, poderia imaginar que as oposições na Paraíba enfrentariam, neste começo de ano, uma situação tão tumultuada como a que se vive hoje.

 De um lado, os eternos problemas do PSDB, que não consegue sair do canto, por mais reuniões que o partido realize entre as suas principais lideranças no Estado e no plano nacional.

 Cássio Cunha Lima e Cícero Lucena já se encontraram com o presidente Sérgio Guerra e com o governador José Serra, mas o impasse continua o mesmo: Cícero não abre mão de ser candidato ao governo e Cássio não entra na campanha ao lado de Ricardo Coutinho.

 Se isso fosse pouco – e não é – surge agora uma outra confusão: o PTB de Carlos Dunga e Armando Abílio estão praticamente arrumando as malas para desembarcar do apoio ao prefeito de João Pessoa. Dunga insiste em ser indicado candidato a vice de Ricardo, mas como a definição não vem, resolveu cair fora.

Armando Abílio, que foi um dos primeiros a defender o nome do prefeito pessoense para o governo, também reavalia a sua posição e pode mudar de lado. Tanto é capaz de aliar-se com Cícero, do PSDB, como com Maranhão, do PMDB.

Portais da internet já divulgaram até a composição de chapas que estariam surgindo nos bastidores: Cícero para o governo; Cássio e Wellington Roberto para o Senado.

O senador Efraim, que também anda preocupado com esses desencontros da oposição, acha que estas chapas que estão sendo anunciadas são plantadas pela mídia oficial, ou seja, estariam a serviço do Palácio da Redenção.

Seja como for, o povo gosta de dizer que onde há fumaça, há fogo. E nas hostes oposicionistas, as labaredas já começam a fugir do controle.
Enquanto isso, o governador Maranhão navega num aparente mar de tranqüilidade. Também tem problemas para fechar a sua chapa, mas administra este problema com paciência e habilidade.

 Talvez se possa dizer que o maior adversário da oposição, nas atuais circunstâncias, é ela mesma.

 Por essa, nem Mãe Diná esperava!


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Domingo , 21 de Fevereiro de 2010 às 12:20h

Pensando bem...


Por Agnaldo Almeida

Só há uma coisa mais artificial do que Lula tentando parecer intelectual: é quando Dilma Rousseff procura se mostrar popular. O riso forçado pelos marqueteiros não conseguiu pregar na cara dela. Sou mais Lula dizendo "menas" e sou mais ela batendo com o sapato na mesa.

Do jeito que estão lhe ensinando, ela não ganha nem eleição de condomínio.


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Sábado , 20 de Fevereiro de 2010 às 11:49h

Uma foto vale por mil palavras


Cícero e JM: foto distribuída pela Secom

Por Agnaldo Almeida

Há coisas na política que a gente morre sem entender. O ex-governador Cássio Cunha Lima tem feito de tudo para evitar ser fotografado na companhia do prefeito Ricardo Coutinho, a quem pretende apoiar nas eleições de outubro próximo.

 Nem sempre esta estratégia tem dado certo. De um jeito ou de outro, os fotógrafos acabam descobrindo um ângulo para registrar a presença dos dois em eventos públicos, como foi o caso das festas ocorridas em Bananeiras.

 Mas, esta é a exceção que confirma a regra. Noutras ocasiões, Ricardo e Cássio já estiveram presentes no mesmo metro quadrado, sem que os repórteres fotográficos pudessem dar o seu click.

A quem perguntasse por que isto estava ocorrendo, os tucanos cassistas explicavam que era pra não dar pretexto ao grupo do senador Cícero Lucena, que poderia se utilizar dessas fotografias até mesmo para invocar o tal princípio da fidelidade partidária.

 Estas precauções, pelo visto, são só em mão única. O senador Lucena e seus amigos não estão nem aí para adotar esse tipo de cuidado. Na tarde de ontem, o governador José Maranhão foi a Solânea participar das festividades pelos 127 anos de morte do Padre Ibiapina.

 Ali existe um santuário que é frequentado por milhares de peregrinos e Maranhão aproveitou a oportunidade para anunciar uma série de obras que vão melhorar a estrutura do Santuário da Santa Fé.

 Cícero, como se sabe, é um peregrino. Faz caminhadas de cunho religioso em vários lugares, inclusive fora do Brasil. Pois bem, relegando a segundo plano o inconveniente de neste momento aparecer ao lado do governador do Estado, em tese seu concorrente às eleições de outubro, foi para a solenidade e fez muito bem. Na verdade, não estava ali misturando política com religião, embora tenha consciência de que o fato poderia trazer especulações sobre a sucessão.

 Não há nada de grave nisso, mas perguntar não ofende: se fosse Ricardo quem estivesse comandando as festividades religiosas naquele santuário, o senador iria? Hervázio Bezerra iria?

Ou, de outra forma: por que, sendo também um homem de formação religiosa,o ex-governador Cássio Cunha Lima não foi? Se tivesse ido, Maranhão teria feito sobre ele os mesmos comentários elogiosos que dirigiu ao senador Cícero? Faria o mesmo em relação ao prefeito Ricardo Coutinho, caso este também tivesse aparecido por lá?

 Nunca é bom misturar política com religião, mas essas são perguntas que talvez só mesmo Padre Ibiapina tivesse condições de responder.

 Penso que Cícero está correto e penso também que Cássio, cujo apoio a Ricardo já é conhecido de todos, deveria igualmente “peregrinar” com o prefeito de João Pessoa e candidato das oposições ao governo do Estado.

Mas ou menos como vem fazendo o senador Efraim Morais, dos Democratas.

 Afinidades políticas não devem ser escondidas, ao contrário, precisam ser alardeadas. Saindo ou não nas fotografias, o eleitor paraibano, a esta altura, já sabe quem está com quem.



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Sábado , 20 de Fevereiro de 2010 às 09:12h

Entre aspas


As opiniões são mais perigosas para a verdade do que as mentiras.”(Friedrich Nietszche, filósofo alemão)

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Sexta-Feira , 19 de Fevereiro de 2010 às 10:13h

A Casa de Mãe Joana


O nosso Anônimo_BR, um dos mais frequentes e antigos leitores deste blog encaminhou e-mail que recebeu há poucos dias, sugerindo a criação de um Big Brother com políticos. Não é uma ideeia para se jogar fora. Vejam o e-mail do Anônimo:

 Recebi este e-mail e repasso ao Blog. rsrsrsr BBB 2010, IDÉIA DE RITA LEE A cantora e ativista Rita Lee teve uma daquelas Idéias brilhantes, dignas do seu gênio criativo.

Reclamando da inutilidade de programas como o Big Brother, ela deu a seguinte sugestão: - Colocar todos os pré-candidatos à presidência da República Trancados em uma casa, Debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo. Sem marqueteiros, sem assessores, sem máscaras e sem discursos ensaiados. Toda semana o público vota e elimina um.

 No final do programa, o vencedor ganharia o público máximo do país. Além de acabar com o enfadonho e repetitivo Horário Político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos. Assim, quem financiaria essa casa seria o repasse de parte do valor dos telefonemas que a casa receberia e ninguém mais precisará corromper empreiteiras ou empresas de lixo sob uma alegação de Cobrir o 'fundo de campanha'.

 A idéia não é incrivelmente boa? Se você também gostou, mande essa mensagem para os amigos e faça coro pela campanha: Casa dos Políticos, já!

Comentário meu: À sugestão do Anônimo_BR, acrescento uma outra: que tal  a casa vir a se chamar Casa de Mãe Joana?


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Quinta-Feira , 18 de Fevereiro de 2010 às 17:20h

Os truques da política


Por Agnaldo Almeida

A Unidos da Tijuca ganhou o campeonato de escolas de samba do Rio de Janeiro com os truques inovadores que apresentou na sua comissão de frente. Foi uma coisa avassaladora. Num passe de mágica, as sambistas mudavam de roupa à toda hora, e enfeitiçavam o Sambódromo – além dos milhões de telespectadores que não podiam compreender como aquilo se dava de forma tão repentina.

Truques novos são assim, deixam a platéia de boca aberta. É por isso que os mágicos fazem tanto sucesso, aqui e alhures. Os truques novos encantam a todos, crianças e velhos, desde que sejam novos.

Na política da Paraíba – e eu não poderia deixar de fazer a conexão – o que vem ocorrendo é também uma sessão de truques, só que de truques velhos.
E o mais curioso é que, apesar disso, as mesmas enganações de anos anteriores conseguem fazer sucesso. É exatamente o que está ocorrendo agora. Querem um exemplo? Pois, lá vai.

A opção mais moderna, mais eficiente e mais contemporânea para o governo da Paraíba é Ricardo Coutinho. Não pelos seus belos olhos, mas pela sua história, pelo engajamento com os movimentos sociais e pelo espetacular trabalho que, em dois mandatos, desempenha na Prefeitura de João Pessoa.

Mas, valendo-se de um truque, já repetido à exaustão em campanhas passadas, o governador Maranhão – provável adversário de Coutinho em outubro deste ano – lança mão de toda a sua mídia, regiamente paga, para ir minando as forças políticas do seu adversário.

Maranhão só gosta de disputar eleição quando o adversário já está irreversivelmente minado. Isolado. Praticamente perdido. Foi assim em 1998. Enfrentou um Gilvan Freire que mais parecia Ulysses Guimarães, na época em que este foi o anticandidato. Em 2006, quando disputou com Cássio, perdeu. Ganhou depois no tapetão, mas nas urnas, a história registrará sempre que ele foi o derrotado.

Maranhão, na condição de governador-candidato, não se espelha, pois, no exemplo da Unidos da Tijuca, que para chegar lá teve de inovar os seus truques. Para ele, bastam os velhos. Velhos truques, velhas manobras, velhos costumes.

Mas, talvez não se possa condená-lo por isto. À oposição caberia saber reagir a esta mesmice mágica. Em setores prioritários, como a segurança e a saúde, a deficiência do governo do Estado é alarmante. Os deputados de oposição não levam isto em consideração.

O massacre contra o funcionalismo, no episódio da troca de bancos para pagamento de salários – o Estado rompeu com o Real e fechou negócio com o Banco do Brasil – ainda está para ser contado. A oposição sequer fez um pronunciamento mais contundente sobre o assunto.

Em resumo: a oposição sabe o jeito com que Maranhão dá o pulo do gato, mas anda surpreendentemente inibida. Quer ganhar as eleições, mas não tem ajudado em nada.

Esperam que o prefeito Ricardo Coutinho faça, por si só, o dever de casa. Justiça aqui não poderia faltar ao senador Efraim Morais – o primeiro grande líder político que, sem receios, aliou-se ao prefeito de João Pessoa. Mas, isso é pouco. Se as oposições querem vencer as eleições de outubro, precisam descruzar os braços.

Fazer corpo mole é uma forma sutil de entregar os pontos. E olhe que o cenário atual é amplamente favorável a Ricardo. Se essa inércia se dá num cenário bom, imagine o que poderia ocorrer numa situação adversa.

É por essas e outras que os velhos truques de Maranhão ainda continuam empolgando certas platéias.


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Quarta-Feira , 17 de Fevereiro de 2010 às 15:15h

Um ano depois do TSE


Por Agnaldo Almeida

 Na história recente da Paraíba, poucos fatos terão tido mais consequências políticas no Estado do que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, cassando o mandato do governador Cássio Cunha Lima, há exatamente um ano atrás. Até o início da noite de terça-feira, 17 de fevereiro de 2009, o cenário político era um; na manhã da quarta, 18, já era outro, completamente diferente.

 A primeira grande alteração de ordem institucional se deu, por motivos óbvios, no Palácio da Redenção. O gabinete até então ocupado por Cássio passou a ser o local de trabalho do seu arquirrival político, José Maranhão.

 Mas esta seria só a primeira e a mais emblemática das mudanças. Outras estavam por vir, e viriam, era tudo uma questão de tempo. Do ponto de vista político, a mais relevante foi a decisão do novo governador de anunciar que, diante das atuais circunstâncias, seria candidato à reeleição.

 O anúncio foi captado pelo prefeito Ricardo Coutinho que já vinha manifestando desejo de se candidatar ao governo em 2010. Este conflito de interesses logo se encarregou de afastá-los politicamente.

 Começaram então os entendimentos entre os tucanos cassistas e o prefeito de João Pessoa. Ainda que por motivos diferentes, Cássio e Ricardo passaram a ter os mesmos objetivos políticos: não permitir a reeleição de Maranhão.

 Quando esta aproximação entre cassistas e ricardistas deixou os bastidores e ganhou as ruas, quem resolveu reagir foi o senador Cícero Lucena, presidente do PSDB e aliado histórico de Cássio. Cícero admitia tudo, menos uma aliança em torno de Ricardo Coutinho.

 Aconteceu então o que poucos imaginavam: Cícero e Cássio passaram a falar linguagens políticas diferentes e em algumas situações chegaram a ficar em rota de colisão. Abalava-se, assim, uma velha amizade.

 Com Ricardo e Maranhão se afastando em grande velocidade; e Cássio e Cícero travando uma verdadeira queda de braço para saber quem era quem no PSDB, ficou cada vez mais claro que o cenário político do Estado se alterava de vez.

 Os Democratas, presididos pelo senador Efraim Morais, trataram logo de fechar aliança com o PSB de Ricardo e, na outra ponta, alguns ciceristas começaram a dar voltas em torno da Granja Santana.

 O ano de 2009 terminou com as coisas nesse pé. Passou a bola para 2010, mas aí chegou o carnaval. E a gente sabe que em ano de sucessão o calendário político só se inicia quando Rei Momo, morrendo de ressaca, enrola a bandeira.

 Chegamos então à Quarta-Feira de Cinzas e a situação não poderia ser outra: agora, ou vai ou racha. Quer dizer, agora deve ir, né, porque rachado já está. (Esta coluna também é publicada no portal PolíticaPB).


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Quarta-Feira , 17 de Fevereiro de 2010 às 10:47h

Um belo carnaval


Por Petrônio Souto

É conversa fiada essa história de que o carnaval de rua de João Pessoa está morto e sepultado e que durante o chamado tríduo momesco a cidade vira um cemitério, todo mundo vai brincar em Olinda e Recife. Outra fantasia: o carnaval de João Pessoa não passa da prévia do Folia de Rua, onde se destacam Muriçocas e Cafuçu.

 Por trás disso, claro, há certa motivação politiqueira, a voz de alguns querendo subestimar o trabalho quase arqueológico da Funjope e da Federação Carnavalesca, desde a primeira gestão do prefeito Ricardo Coutinho, no sentido de ressuscitar o carnaval de rua da capital, conservando suas melhores raízes populares.

 Resolvi fazer o teste São Tomé. Fui domingo (14) pro meio da massa, e, surpresa das surpresas: além do espetáculo extraordinário da passarela da Duarte da Silveira, com a presença de numeroso e entusiasmado público, pude observar também que o carnaval do Roger não fechou pra balanço, continua vivíssimo da silva, inclusive apresentando uma atração recente - a Escola de Samba Império do Samba, caçula do bairro que já coleciona títulos e fez bonito no carnaval 2010.

 O carnaval tradição, antes de mais nada, é um forte exemplo de resistência cultural. Passou anos e anos esquecido, desvalorizado por aqueles que só tinham olhos para a novidade do Folia de Rua, humilhado pela hegemonia na mídia dos forrozeiros de luxo e axés da vida. Mas de uns tempos para cá deu uma de fênix, ressurgiu das cinzas, a ponto de despertar o espírito folião em uma platéia composta de gente de todas as idades, no sambódromo da Duarte da Silveira.

 Só não voltei segunda e terça-feira porque não tenho mais gás para bancar o folião de carteirinha, embora que imagens da televisão, fotos de jornal e informações de amigos me deixem com a impressão de que o pique foi o mesmo nesses dias. Mas foi tanta alegria no domingo que agora não tenho mais dúvida: nosso carnaval reabilitou-se com a força de um vulcão adormecido. A saída não é mais a BR-101.

 A multidão nas arquibancadas, na concentração e na dispersão, e o número cada vez maior de agremiações participantes, em todas as categorias –clubes de orquestra, tribos indígenas, escolas de samba e ala-ursas, já seriam provas suficientes da surpreendente vitalidade do carnaval tradição de João Pessoa.

Tinham razão Lau Siqueira e José Emilson Ribeiro quando insistiam em apostar todas as fichas no velho e moribundo carnaval tradição. De certa forma a cidade colhe o que eles plantaram. João Pessoa faz hoje um belo carnaval. Quem esteve na Duarte da Silveira não me deixa mentir.

Agora, aqui pra nós, já pensou se Muriçocas, Cafuçu e o Folia de Rua (blocão” reunindo todos os pequenos blocos da prévia) resolvessem sair durante os três dias de carnaval? Quem iria ficar em casa? Ou melhor, quem iria torrar sua grana em Olinda, Recife, Salvador ou Rio de Janeiro? Sonhar não ofende.




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Terça-Feira , 16 de Fevereiro de 2010 às 12:00h

O "reboleixo" do Brasil


Por Agnaldo Almeida

Ah, os carnavais de antigamente!...

Até se compreende que eles tenham desaparecido, mas quem imaginaria que uma festa que já nos deu pérolas como “Máscara Negra”, “Abre Alas”, “Cidade Maravilhosa”, “Atrás do Trio Elétrico” e tantas outras belíssimas composições, fosse acabar nessa mediocridade do “Rebolation”.

 “Reboleixon” é uma indecência do ponto de vista cultural, musical e etc e tal. Trata-se de uma “composição” do idiota Léo Santana, vocalista do grupo Parangolé, que faz o maior sucesso no carnaval da Bahia.

 Diz-se assim composição, mas na verdade esse “reboleixon” é apenas o vômito autista de quem fumou maconha estragada. Segundo o seu autor, “a música explodiu porque é gostosa de dançar”. Ou seja, é uma versão nova daquela “Na boquinha da garrafa”.

 Ninguém merece. Mas, o pior de tudo é ver que não só o “Parangolé” se empolga com aquela porcaria. Procurando votos junto aos foliões, o governador José Serra e a ministra Dilma Rousseff estiveram por esses dias na Bahia e se mostraram maravilhados.

 Como o “reboleixon” tem a sua própria coreografia – se que é que assim se pode chamar – eles disseram que até podiam ensaiar os movimentos da dança. O que não faz uma campanha!... Ia ser uma beleza ver a ex-guerrilheira e o “acordei agora” saltitando ao som dessa coisa.

 Os políticos, claro, fazem isso como jogo de cena. A mídia televisiva, esta sim, tem realizado uma cobertura carnavalesca que beira a esquizofrenia. Os repórteres não sabem o que estão perguntando, os entrevistados nem imaginam o que estão respondendo e quem liga a televisão, como eu, se idiotiza numa velocidade estonteante.

 Finalmente, acho que este “reboleixon” é um marco inesquecível da nossa mediocridade. Se algum dia quisermos melhorar o Brasil, vamos ter que... re-reboleixar. E não será nem com Dilma nem com Serra. (Esta coluna também é publicada no portal PolíticaPB).


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Segunda-Feira , 15 de Fevereiro de 2010 às 19:15h

Homenagem ao Poeta


Amor é fogo que arde sem se ver

 
                                          Luís Vaz de Camões

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?


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Segunda-Feira , 15 de Fevereiro de 2010 às 12:32h

Que aquecimento é esse?


Por Agnaldo Almeida

Se, como dizem os cientistas do tempo, estamos vivendo uma fase de aquecimento do planeta, por que chove tanto no sul do Brasil e por que a neve toma conta de quase toda a Europa, além de muitos países da Ásia?

 Já fiz esta pergunta num post anterior (Terra fria ou Terra quente?). E lendo um pouco mais sobre o assunto acabei descobrindo uma explicação razoável para o que, finalmente, vem a ser este tal “aquecimento”.

 Em matéria da revista Piauí está lá:

 - Aquecimento global é o nome que, à falta de um marqueteiro, os cientistas deram a um fenômeno de longo prazo que se materializa localmente, no dia a dia, por anomalias extremas em todos os sentidos. É calor, frio, chuva e seca, tudo junto. E tudo demais. Sobretudo chuva.

Entenderam? Eu ainda não.


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Segunda-Feira , 15 de Fevereiro de 2010 às 12:10h

O enigma de Hervásio


 Por Agnaldo Almeida

Em entrevista ao portal PolíticaPB, o vereador Hervásio Bezerra, politicamente ligado ao senador Cícero Lucena, comenta o impasse que se instalou no PSDB. Diz esperar que, apesar de tudo, Cícero e Cássio possam preservar a amizade que sempre houve entre os dois. Mas, observa que não acredita mais numa união política entre eles. E textualmente comenta:

 - Até agora nem Cássio conseguiu provar para Cícero que Ricardo Coutinho é a melhor opção para a Paraíba e para ser o candidato apoiado pelo PSDB, nem também Cícero conseguiu provar o contrário para Cássio.

Hoje pela manhã um cassista que caminhava na Praia de Cabo Branco, fez questão de me parar para perguntar o seguinte:

 - Que contrário é este a que se refere Hervásio? É a candidatura do próprio Cícero ou a candidatura de Maranhão?

 - Acho que é a candidatura de Cícero, não é não? – ponderei.

 - Pode ser, mas eleitoralmente a gente sabe que o “contrário” de Ricardo não é Cícero,  é Maranhão. Será que foi isso que Hervásio quis dizer?

 Embora a especulação tenha sentido, achei melhor sair desse fogo cruzado:
- Pra saber o que o vereador quis dizer, só tem um jeito: é você perguntar a ele. Talvez ele tenha querido dizer as duas coisas. Mas...vamos andar?


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Segunda-Feira , 15 de Fevereiro de 2010 às 10:19h

Mão na roda


Por Agnaldo Almeida

O leitor sabe qual é o órgão encarregado de julgar as contas públicas dos prefeitos municipais e, por extensão, dos governadores?

 Quem respondeu que esta competência está nas mãos dos conselheiros dos Tribunais de Contas dos Estados agiu com bom senso, mas poderá estar incorrendo num erro.

É que nos próximos dias esta questão será analisada pelo Supremo Tribunal Federal e a tendência dos ministros, segundo o noticiário da grande imprensa, é majoritariamente favorável a que a atribuição de julgar as contas seja das Câmaras Municipais e não dos TCEs.

 Isto na prática quer dizer o seguinte: ex-prefeitos que tiveram contas rejeitadas pelos tribunais de contas, mas lograram aprovação nos legislativos municipais não estão inelegíveis, com a princípio se poderia pensar. Esta inelegibilidade só ocorreria que os vereadores, por maioria, também rejeitassem a prestação dessas contas.

 Resumindo mais ainda: a depender do entendimento dos ministros, gestores públicos que foram flagrados em irregularidades pelos Tribunais de Contas não podem ser incluídos no rol dos chamados “fichas sujas”. Para todos os efeitos, suas fichas estão limpíssimas.

 A decisão não foi ainda sacramentada. A sessão no Supremo Tribunal, onde o caso será apreciado, deve ocorrer nos próximos dias, mas se tudo der certo para os prefeitos será o caso de se recorrer à velha e sábia linguagem popular: vai ser uma mão na roda.

 ...e outra nos cofres das prefeituras.


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Domingo , 14 de Fevereiro de 2010 às 09:55h

Sem rosas vermelhas


A polícia religiosa da Arábia Saudita lançou uma operação neste domingo para coibir a venda de rosas vermelhas e outros produtos relacionados ao Dia dos Namorados, que é comemorado hoje em muitos países.

 O governo saudita já havia iniciado uma campanha de ataque ao longo da semana, com artigos e comerciais na mídia estatal acusando a comemoração de ser contra os “princípios islâmicos”.

 A Árabia Saudita não permite a comemoração de muitas datas consideradas ocidentais, especialmente cristãs.

 O Dia dos Namorados é oficialmente conhecido como o Dia de São Valentim, um santo cristão supostamente martirizado pelos romanos no século 3.

 Autoridades sauditas advertiram floristas e donos de lojas a não vender produtos como flores, presentes em forma de coração, doces e a cor vermelha.

 Segundo o jornal Al Watan, muitos donos de floriculturas e lojas de presentes desafiaram a medida para tentar conseguir um lucro extra com a data especial.

 Um buquê de rosas vermelhas, de acordo com o jornal, saltou de 5 reais sauditas para mais de 30 por causa da procura no mercado negro.
A polícia passou por diversas lojas para inspecionar os estabelecimentos por produtos banidos.

 Segundo a mídia local, presentes em cores vermelhas e em forma de coração são legais em outras épocas do ano, mas no dia 14 de Fevereiro tornam-se ilegais.

 Fonte: BBC Brasil


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Domingo , 14 de Fevereiro de 2010 às 09:46h

Apoio condicionado


Por Agnaldo Almeida

Se o PT deseja mesmo o apoio do prefeito Ricardo Coutinho à candidata Dilma Rousseff, o mínimo que terá de fazer é apoiar os candidatos do PSB no Estado.

 Quem estabelece esta pré-condição é o próprio Coutinho, segundo matéria publicada na edição de hoje da Folha de S. Paulo. Leiam trecho da reportagem:

 Potenciais adversários na corrida presidencial, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), não se dedicam apenas à consolidação de seus palanques. Trabalham para "roubar" o aliado do outro pelo país afora.

 Em pelo menos sete Estados, o PSDB ensaia alianças com partidos da base governista. É aí que serristas e petistas travam uma disputa para desmontar a estrutura do adversário, ou, no mínimo, evitar o constrangimento da partilha de um mesmo palanque no Estado.

 A Paraíba é um exemplo. Lá, o PSDB promete apoiar o PSB, desde que seu candidato, o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), não ofereça palanque a Dilma. Do contrário, o PSDB lançará a candidatura própria ao governo.

 No Estado, o PT caminha para uma aliança com o PMDB.

 Segundo tucanos, não é necessário que Coutinho manifeste apoio a Serra. Ele poderá até declarar voto em Ciro Gomes (PSB-CE), caso ele concorra mesmo à Presidência. Só não poderá abrigar Dilma.

 A intenção é impedir que Dilma conte com dois palanques. E Serra fique sem. Serra chegou a pedir que o vice-líder do governo na Alesp, Jonas Donizete (PSB), fizesse essa ponderação a Coutinho. Já o presidente Lula pediu ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, apoio para Dilma nos Estados.

 "A relação do PSB com o PT está sendo discutida. Na hipótese de um apoio ao PT, a lealdade do PSB ao governo do presidente Lula e à candidatura de Dilma careceria de um apoio formal do PT aos candidatos do PSB nos Estados. Seria o mínimo para iniciar uma discussão", disse Coutinho.


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