Segunda-Feira , 12 de Julho de 2010 às 06:43h

Diário de uma Doméstica




'Hoje de manhã eu fui à feira.
Antes de sair, meu patrão me pediu para eu trazer figo.
Aí eu perguntei: - figo fruta ou bife de figo? Ele ficou uma fera.
Gente fina, o seu Adamastor, num ligo não, ele tem sistema nervoso. Também, com um emprego chato daqueles, vou te contar. Ele é Fiscal da Receita. Deve ser um saco ficar conferindo receita de médico o dia inteiro. Depois chegou o Adamastorzinho, o filho mais novo deles.

Acabou de ganhar um carro todo equipado. Tem roda de maionese, farol de pilha, teto ensolarado e trio elétrico. Não sei porque trio elétrico num carro, deve ser porque ele gosta de música baiana.
Ingrato esse Adamastorzinho. Fiz a comida preferida dele e ele ainda me chamou de burra. Eu disse a ele, toda boba, quando ele chegou:

- Adamastorzinho, adivinha a comida que eu fiz pra você?

- Qual, Dircinéia?

- Começa com 'i'... - 'i' ???

- É, Istrogonofi !!!

Eu descobri que aqui nessa mansão é tudo fachada! Tudo é emprestado! TUDO! A roupa que o patrão usa é de um tal de Armani, a gravata é de um tal de Pierre Cardin... nadica de nada é deles.

E, meu patrão além de pobre, é muito exibido. Outro dia eu escutei ele falando no telefone que tinha um Picasso. Que nada, é piquinininho de dá dó!

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Segunda-Feira , 12 de Julho de 2010 às 06:34h

O "Big Money"


 

O que um Big Mac pode nos dizer sobre o preço do chá na China? Ao que parece, muita coisa.

 Por 24 anos, a revista “The Economist” mediu o valor das moedas em todo o mundo usando dois hamburgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, pickles e pão com gergelim.

 A China, por exemplo, onde é possível comprar quase dois Big Macs pelo preço de um nos EUA, tem a moeda mais desvalorizada do mundo, concluiu a revista recentemente.

 O Índice Big Mac foi criado para explicar um conceito econômico chamado paridade de poder de consumo, o conceito de que um dólar deveria comprar a mesma quantidade de um país para o outro. Se houvesse paridade, o preço de um produto – nesse caso um Big Mac – deveria ser o mesmo em todo o mundo.

 O índice deste ano descobriu que os preços do Big Mac, convertidos para dólares norte-americanos, variava de US$ 6,87 na Noruega até US$ 1,83 na China. O preço médio nos Estados Unidos é US$ 3,58.

 Embora o Índice Big Mac seja uma forma nova de olhar para o que o dólar é capaz de comprar em diferentes países, ele também se mostrou bastante acurado para indicar mudanças nas moedas, disse o professor Dave Denslow da Universidade da Flórida.
Fonte: BBCBrasil


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Domingo , 11 de Julho de 2010 às 09:02h

A Paraíba é comunista


Da série “Conclusões Petrosouteanas”

"Na Paraíba, segundo dados do Ministério da Previdência, as aposentadorias e pensões superam os repasses do Fundo de Participação dos Municípios. Não há como negar: somos um estado socialista".


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Domingo , 11 de Julho de 2010 às 08:58h

"Seu Lunga" está de volta


Enviado por Murilo Paraíso

Quem é a figura? Foi ourives em Juazeiro do Norte, no Ceará foi vendedor de sucatas, pai de 13 filhos, quase analfabeto. Candidatou-se uma vez a vereador e perdeu. Ganhou fama pela língua solta e afiada.


"Seu" Lunga descansava na rede. Manda o sobrinho trazer-lhe um pouco de leite. O garoto pergunta:
- No copo?
Ele responde:
- Não. Bota no chão vem empurrando com o rodo.
************

O funcionário do banco veio avisar:
- "Seu" Lunga, a promissória venceu.
- Meu filho, pra mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhuma promissória.
************

"Seu Lunga", no elevador (no subsolo-garagem). Alguém pergunta:
- Sobe?
Ele:
- Não, esse elevador anda de lado.
***********

"Seu" Lunga vai saindo da farmácia, quando alguém pergunta:
- Tá doente?
- Quer dizer que se eu fosse saindo do cemitério, eu tava morto?
*********

"Seu" Lunga dava uma tremenda surra no filho e o menino gritava:
- Tá bom, pai! Tá bom, pai! Tá bom, pai!
- Tá bom? Quando tiver ruim, você me avisa, que eu paro.
*********

O amigo de "seu" Lunga o cumprimenta:
- Olá, tá sumido! Por onde tem andado?
- Pelo chão, não aprendi a voar ainda...
**********

Na década de 70, "seu" Lunga chega num bar e fala pro atendente:
- Traz uma cerveja e bota o disco de Luiz Gonzaga pra eu ouvir!
- Desculpe, "seu" Lunga, não posso botar música hoje...
- Mas por que?
- Meu avô morreu!
- E ele levou os discos, foi?
*********

Durante a madrugada, a mulher do "seu" Lunga passa mal:
- Lunga! Ta me dando uma coisa...
- Receba!
- Mas é uma coisa ruim!
- Então devolva!
***************

"Seu" Lunga entrando em uma agropecuária.
- Tem veneno pra rato?
- Tem! Vai levar? - pergunta o balconista.
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui! - responde seu Lunga.
************

O telefone toca. "Seu" Lunga:
- Alô!
- Bom dia! Mas quem está falando?
- Você!


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Domingo , 11 de Julho de 2010 às 08:27h

Entre aspas


“Sabemos que o grotesco é ingrediente que não falta nas receitas da comunicação de massa. O tom frenético (outro adjetivo ambivalente) que marcou nos últimos dias o acompanhamento jornalístico do caso indica como é estreita a separação entre o ímpeto necessário e a compulsão alucinada.” - (De Luiz Fernando Vianna, na Folha de hoje, sobre a cobertura do “Caso Bruno” na imprensa nacional)

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Sexta-Feira , 09 de Julho de 2010 às 16:42h

Paraibano é tudo asism...


Enviado por Carlos Germano

Só quem é PARAIBANO entende!...

Botão de som é pitôco;
Se é muito miúdo é pixototinho;
Se for resto é cotôco;
Tudo que é bom é massa ;
Tudo que é ruim é peba;
Rir dos outros é mangar;

 Ficar cheio de não me toque, frescura é pantim;
Já faltar aula é gazear;
Colar na prova é filar;
Quem é franzino (pequeno e magro) é xôxo;

 O bobo se chama leso;
E o medroso se chama frouxo;
Tá com raiva é invocado;
Vai sair, diz vou chegar;

'Caba' (homem), sem dinheiro é liso;
Pernilongo é muriçoca;
Chicote se chama açoite;
Quem entra sem licença emburaca;
Sinal de espanto é 'vôte';

 Tá de fogo, tá bicado;
Quando tá folgado, tá folote ou afolozado;
Quem tem sorte é cagado;
Pedaço de pedra é xêxo;
Quem não paga é xexêro;

O mesquinho ou sovina é amarrado, muquirana, mão de vaca, pirangueiro;
Gente insistente é pegajosa;
Catinga de suor é inhaca;
Mancha de pancada é roncha;
Briga pequena é arenga;

 Performance ou atitude de palhaço é munganga;
Pão bengala ou baguete é tabica;
Desarrumado é malamanhado;
Pessoa triste é borocoxô, macambúzo;
'É mesmo' é 'Iapôis';

Borracha de dinheiro é liga;
Correr atrás de alguém é dar uma carrera;
Fofoca é fuxico;
Estouro aqui se chama pipôco;
Confusão é rolo.
É assim que acontece, visse?

EITA TERRA ABENÇOADA ARRETADA DE BOA!

 VOCÊ PODE ATE TIRAR UMA PESSOA DA PARAÍBA,
MAS NUNCA VAI CONSEGUIR TIRAR O PARAIBANO DE DENTRO DE UMA PESSOA!


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Domingo , 04 de Julho de 2010 às 11:28h

A interatividade é uma farsa


Por Agnaldo Almeida

Não vou dizer que todas as vezes é assim, mas no geral a interatividade pela internet, seja em blogs, sites ou homepages, não passa de uma farsa.

 Os “comentaristas” são figuras do além. Escondem-se no anonimato, se utilizam de codinomes – ou melhor, de falsinomes – para brincar, achincalhar, extravasar recalques e, em linguagem mais simples, frescar.

 Tenho um amigo que “inventou” de ser crítico de futebol, assumiu a personalidade de um argentino e, num blog de repercussão nacional, fez o maior lero com os torcedores da seleção brasileira.

 Aqui mesmo neste blog existem alguns interativos de araque. Um se diz chamar “cavalo do cão”. Deve ser. Outro assume a sua porção feminina, embora já se saiba que, em gênero, é masculino.

 Aliás, a festa maior se faz nos sites ou blogs políticos. Aí, nada tem limite. É só esculhambação!

E ainda chamam isto de interatividade. Um falso interlocutor não pode interagir seriamente com ninguém. Nos tempos antigos, nem tão antigos assim, a isso se dava o nome de correspondência anônima.

 Em tempo: este blog tem um comentarista que se autorrotula de “Anônimo_BR”, mas nunca se aproveitou desta condição para ser irresponsável. Ao contrário, é um dos mais sérios comentaristas deste blog.

 Não sei quem é o “Anônimo_BR”, mas, sem dúvida, ele é a exceção da regra: é anônimo e faz, sim, um interatividade verdadeira, honesta e sem a falsidade a que nos referimos aqui.


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Domingo , 04 de Julho de 2010 às 11:09h

O drama de um dissidente


Fariñas: um homem contra o totalitarismo


O dissidente político cubano Guillermo Farinas, que está em greve de fome, corre o risco de morrer, de acordo com médicos que estão tratando do dissidente.

 Farinas, de 48 anos, se recusa a ingerir comida desde fevereiro e exige a libertação de prisioneiros políticos de Cuba.

 Ele está recebendo alimentação intravenosa em um hospital, mas os médicos afirmam que ele desenvolveu um coágulo sanguíneo que pode matá-lo.

 A notícia do estado de saúde de Farinas foi dada pela imprensa estatal de Cuba, que geralmente ignora protestos de dissidentes.

 O jornal do Partido Comunista cubano, o Granma, publicou ontem uma entrevista com o médico que lidera a equipe que está cuidando do dissidente, Armando Caballero.

 O médico afirmou que, desde que foi internado no dia 11 de março, Farinas até ganhou peso devido à alimentação intravenosa. O dissidente foi internado depois que desmaiou em sua casa.

 Mas, de acordo com Caballero, um coágulo se formou no pescoço de Farinas na semana passada e pode interromper o fluxo de sangue para seu coração.

 "Hoje o paciente tem um potencial perigoso de morte, pois depende daquele coágulo", afirmou.

 O médico acrescentou que Farinas também está sofrendo de uma infecção que pode tornar impossível a alimentação intravenosa. Mas, o médico disse que não vai partir para a alimentação forçada do paciente, pois isto é contra a ética médica.


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Domingo , 27 de Junho de 2010 às 11:17h

A orla pede socorro


 Por Petrônio Souto

No Brasil, o interesse privado sempre dá de goleada no interesse público. É uma surra atrás da outra, apesar dos 22 anos da tal Constituição Cidadã, que, coitada, não sai do papel nem para regulamentar seus artigos mais polêmicos. E o pior: parece impossível reverter ou, digamos, flexibilizar essa lógica. O nosso glorioso Ministério Público até que tenta, mas muitas vezes não encontra bons aliados nem dentro das próprias instituições.

A verdade é que os comerciantes da orla voltaram a ser os donos do pedaço. Não satisfeitos com a imensa área das “ilhas” que utilizam para movimentar seus negócios, voltaram a ocupar a beira-mar de forma descontrolada. Muitos quiosques estão totalmente fora das medidas originais, quase todos ampliaram a área coberta.

No vácuo da falta de fiscalização, uma “puxada” ali, um cimentinho acolá, uma rampa mais adiante, um toldo que nunca é desmontado, e as “ilhas” vão engolindo a areia da praia. Só quem caminha todos os dias na calçadinha percebe o avanço. Pela estética e acabamento das reformas e ampliações, que deixam a orla com cara de favela, dá para supor que não houve licença da Prefeitura.

O cidadão comum se tornou um sem-praia. Os banhistas não caminham mais livremente, nem pela beira-mar nem pela calçadinha. Até os cavalos e quadriciclos da PM não têm trânsito livre. Só deita e rola nas praias de Tambaú e Cabo Branco quem vem gastar no comércio local que, ao que parece, recebe eficiente apoio logístico dos fabricantes de bebidas, eternos fornecedores de mesas e cadeiras de plástico, em número bem superior ao da área de cada estabelecimento, facilitando a expansão do comércio para a beira-mar.

Se vivo fosse, o saudoso jurista paraibano Flóscolo da Nóbrega diria que esse assunto é um caso típico de tensão entre o direito social e o direito individual. Infelizmente, pelo rolar da Jabulani, a tendência à socialização que impregna o direito moderno resolveu dar um tempo na terra de Zé Lins do Rego.

Por essas bandas, as coisas estão ficando cada vez mais difíceis para a coletividade. Vide a questão dos bares do Bessa, que de liminar em liminar vão se eternizando numa área pública, num terreno de marinha, para desencanto do cidadão comum.

 Apesar dos TACs e acordos de cavalheiros, os comerciantes da praia criaram formas engenhosas de dominar o território. Da areia da praia brotam coqueiros e castanholas, apenas em volta dos bares e restaurantes, visivelmente para garantir a sombra que receberá mais e mais mesas e cadeiras, sobretudo em dia de maior movimento.

 Fica uma pergunta: Para que serve a Subprefeitura de Tambaú? Será que o Patrimônio da União e a Prefeitura estão tão atarefados que não têm um tempinho para fazer fiscalização nos dias não úteis? Basta um funcionário andando a pé na calçadinha, de olhos abertos, para anotar as irregularidades. Sinceramente, Tambaú e Cabo Branco, duas das mais belas praias urbanas do Brasil, estão com seus dias contados, virando terra de ninguém.

Para completar o drama, fora do expediente comercial, altas horas da noite, de madrugada, moradores de rua criaram várias “comunidades” em alguns quiosques, sobretudo naqueles em que os donos não exercem maior vigilância, comprometendo a segurança e a saúde deles próprios, dos fregueses dos quiosques que compartilham da mesma falta de higiene dos moradores de rua, e de quem simplesmente passa por perto daquela coisa chocante. Sem falar nas bocas de esgoto da Nova Cagepa (???!!!!) que espalham aquele cheirinho de modernidade em Tambaú e Cabo Branco, castigando o olfato dos donos do metro quadrado mais caro da cidade e lançando no mar e na rede pluvial rios de fezes e urina.

 Durante o dia, embaixo de qualquer castanhola frondosa, verdadeiros acampamentos de moradores de rua se multiplicam ao longo das praias de Tambaú e Cabo Branco, diante dos olhares atônitos dos moradores e turistas e da indiferença das autoridades da segurança, da saúde e da assistência social. São homens e mulheres, moças e rapazes, meninos e meninas, até recém-nascidos, vivendo como se estivessem num tanque de caranguejos. Isso na área mais nobre da cidade.

 A droga e a prostituição são as maiores ondas na orla marítima de João Pessoa. Brevemente Tambaú e Cabo Branco estarão iguaizinhas ao antigo Mercado Central. Ainda bem que o inverno está se preparando para entrar em campo, o que minimiza o problema. Mas quando as chuvas forem embora, tudo será antes. Ou pior ainda.


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Domingo , 27 de Junho de 2010 às 09:23h

Tucanos caçam os rebeldes


Dirigentes do PSDB em vários Estados estão encarregados de enquadrar prefeitos e outras lideranças municipais, na tentativa de evitar que, na prática, façam campanha para Dilma Rousseff, embora declarem apoio a José Serra.

 Há uma avaliação de que a vantagem de Dilma na última pesquisa Ibope já é consequência de uma debandada de prefeitos que vem acontecendo nos últimos meses.

Em Estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais, prefeitos do PSDB e do DEM argumentam que não têm como pedir votos contra o presidente Lula, depois de terem sido beneficiados por ações do governo federal.


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Domingo , 27 de Junho de 2010 às 08:52h

Indenizações milionárias


Deu hoje no Estadão:

As indenizações a perseguidos políticos já pagas ou aprovadas pela Comissão da Anistia já chegam a R$ 4 bilhões. Mas estes valores poderão ser revistos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Proposta em análise no tribunal prevê a possibilidade de reduzir os benefícios concedidos aos anistiados.

"A revisão poderá gerar uma economia de milhões de reais aos cofres públicos", defende Marinus Marsico, procurador do Ministério Público junto ao TCU, autor da representação que está para ser votada.

 "Não contesto a condição de anistiado político, mas os valores das indenizações concedidas a título de reparação econômica", disse o procurador ao Estado.

 São alvo da representação, por ora, 9.371 benefícios já concedidos com base em uma lei de 2002. Ela estabeleceu o pagamento de indenização do Estado a vítimas de perseguição política até 1988, ano em que a Constituição foi aprovada.

 A reparação econômica é maior quando a perseguição tiver causado perda do emprego, prevê a lei. Nesse caso, além do pagamento de um valor mensal ? cuja média atual é de aproximadamente R$ 3.000 ?, o anistiado tem direito ainda ao pagamento de valores retroativos a 1988.

A regra rendeu indenizações milionárias e pagamentos mensais próximos do teto salarial do funcionalismo público, atualmente em R$ 26,7 mil, o limite para o benefício.
.................
Afastado da presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo em 1979, quando liderou a mais importante greve contra o regime militar, no ABC paulista, o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou preso por 31 dias.

 Enquadrado na Lei de Segurança Nacional, foi levado a julgamento e condenado em 1981 e absolvido pouco mais de um ano depois. Em 1985, obteve do Ministério do Trabalho uma aposentadoria especial, que em 1996 foi convertida em indenização pela Comissão de Anistia. O benefício rende hoje ao presidente R$ 4,2 mil por mês.



Jjjjjjjjjj
Reação tucana contra prefeitos rebeldes
Dirigentes do PSDB em vários Estados estão encarregados de enquadrar prefeitos e outras lideranças municipais, na tentativa de evitar que, na prática, façam campanha para Dilma Rousseff, embora declarem apoio a José Serra. Há uma avaliação de que a vantagem de Dilma na última pesquisa Ibope já é consequência de uma debandada de prefeitos que vem acontecendo nos últimos meses. Em Estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais, prefeitos do PSDB e do DEM argumentam que não têm como pedir votos contra o presidente Lula, depois de terem sido beneficiados por ações do governo federal. No Rio, governantes de partidos oposicionistas também trabalham pela reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB) e não embarcarão na campanha de Fernando Gabeira (PV), aliado de PSDB, DEM e PPS.


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Domingo , 27 de Junho de 2010 às 08:05h

Hospitais recusam genéricos



Há mais de uma década no mercado, os remédios similares e genéricos ainda enfrentam a resistência de médicos e não são usados por hospitais de ponta como o Albert Einstein, o Sírio-Libanês, o Oswaldo Cruz e o São Luiz.

 Esses medicamentos, que são os mais usados no SUS, têm sua eficácia questionada por médicos de várias áreas, que não os receitam aos pacientes.

 Os laboratórios se defendem e dizem em nota que similares e genéricos produzidos no país por indústrias de capital nacional e estrangeiro obedecem aos rigores legais e técnicos de comprovação de eficácia, segurança e qualidade.

"Não é justo considerar os similares como medicamentos de segunda linha e dizer que eles não têm qualidade", diz nota da Alanac, a associação dos laboratórios nacionais.

 A Alanac afirma que a maioria dos remédios similares já passou por esses testes de bioequivalência, idênticos aos que são submetidos os genéricos.


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Domingo , 27 de Junho de 2010 às 08:04h

Entre aspas


 
"É sempre bom lembrar que ninguém é obrigado a acompanhar velório."  ( do senador Demóstenes Torres, sobre o  apoio do DEM ao candidato Serra).

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Domingo , 27 de Junho de 2010 às 07:58h

Beber por hora



Em São Paulo, alguns bares resolveram cobrar bebida por hora: a pessoa paga uma quantia fixa e bebe o que quiser durante o tempo estipulado. Esse tipo de promoção ilustra uma informação revelada, na semana passada, por uma pesquisa da USP: 1 em cada 5 universitários brasileiros corre o risco de desenvolver dependência do álcool.

 Esse dado surpreende a opinião pública, para quem, segundo recentes pesquisas, as drogas são objeto de crescente preocupação, mas o álcool não.
(Fonte: Gilberto Dimenstein).


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Quarta-Feira , 23 de Junho de 2010 às 17:36h

Antigos camaradas


Aristheu Formiga*

A morte de José Saramago renovou-me a lembrança de meus antigos companheiros comunistas, que, a seu exemplo, buscavam através da eficiente leitura do mundo, transformá-lo com palavras e atos.

 Pessoas como João Amazonas, Rogério Lustosa e Jair Borin, foram ativistas das causas populares, jornalistas, que nem a prisão e o arbítrio conseguiram calar.

A minha vivência com eles, em tempos e ações diferentes, acrescentaram infinitas noções de humanidade, mas também a necessidade imperativa de mudar a realidade vivida. Eram pessoas simples no cotidiano, mas com lúcida compreensão do momento em que viviam, com pertinente habilidade para desenhar a ação política, em como entender o que é fundamental e o que é acessório para empreender o bom combate.

A pena afiada

 Para Saramago, escrever é um trabalho como outro qualquer. Numa cidade como Blumenau, onde me perguntam se eu trabalho ou apenas dou aulas, viver de falar e de escrever pode, algumas vezes, até ofender figuras mais operativas do que pensantes.

 Desafiar o lugar comum das visões de mundo, enxergar novos aspectos nos dados postos, buscar entender o que está por trás do espelho, torna-se um exercício contínuo de superação da mesmice, de um quase tédio.

 Nessa direção, o escrivinhador retrata o novo, o que virá a ser, advinha a força das coisas que têm que acontecer. Isto se aplica ao texto literário, à visão crítica de uma conjuntura, à definição de rumos políticos.

 Estes escritores críticos, tem uma singular capacidade de nos fazer sonhar com suas palavras, enchendo de cores e aromas as páginas que nos apresentam, para que tenhamos esperança, para que amanheça e venha o Sol, com calor e luz. Para tanto, não renunciam à realidade concreta: olham através dela, para melhor nos expl icar o mundo.

 Mas, ao nos faltar suas presenças, ficam as memórias e um modelo de bom combate, que não conseguimos duplicar. Coração jovem Saramago, mesmo partindo para escrever em outras redações, nos deixa boas lembranças e nos ensina, claramente, o que não devemos fazer e os princípios que precisamos manter.

 Para minha geração, que mais agitou a vida do que dela aprendeu, as suas idéias e seu modo de expressá-las, um pouco nos consola. Nós somos velhos, o coração permanece jovem, como cita Carl Teike na marcha Alte Kameraden, numa tradução livre.

 Então, apesar de não apreendermos tudo que necessitaríamos para nesta existência tornar o mundo melhor, precisamos manter o coração jovem, aberto a idéias novas e novas formas de apresentá-las. E assim seremos companheiros.

*Aristheu Formiga é jornalista, paraibano e professor universitário em Santa Catarina. Também é colaborador deste blog. 


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