Segunda-Feira , 10 de Maio de 2010 às 10:47h

Uma análise do quadro político


Eleições 2010 e Modelos de Gestão: dependência ou autonomia?

 Por Gustavo Tavares da Silva

 Os projetos em disputa nas eleições de 2010 são mais importantes para a vida dos cidadãos e futuras gerações do que as análises de conjuntura conseguem revelar. De um lado, José Serra e a possibilidade de reedição do modelo social-liberal da era FHC; de outro, a manutenção do projeto nacional-popular com Dilma Rousseff.

 O período de FHC foi marcado pela superação do Estado burocrático-autoritário em nível nacional, que se esgotou decorrente da crise do modelo de desenvolvimento por substituição de importações. O Estado perdera a capacidade de implementar políticas públicas.

 A alternativa neoliberal de FHC privatizou e reformou o Estado, seguindo a rota traçada pela corrente neoconservadora da chamada 3ª via que se transformou na governança progressista, de acordo com o consenso de Washington.

O modelo implantado no Brasil quis substituir o patrimonialismo e a tecnocracia pelo gerencialismo, para colocar o país no rumo do desenvolvimento dependente associado. O eixo central da era FHC foi a organização do Estado para dotá-lo de responsabilidade fiscal e racionalidade econômica, mesmo que em detrimento do social e da participação popular.

 Quando Lula assumiu o poder, ele manteve a política macro-econômica e o gerencialismo introduzido pelo seu antecessor, mas mudou o rumo do modelo de desenvolvimento no sentido da autonomia.

 Para tanto, Lula aumentou os investimentos em ciência e tecnologia, diversificou as parcerias econômicas, ampliou consideravelmente o mercado consumidor interno, através de políticas distributivas, e dotou o Estado de capacidade de implementação de políticas públicas, através de um amplo programa de investimentos de infra-estrutura.

O eixo central da era Lula é o social com desenvolvimento nacional. Quando houve a crise de 2008, o modelo autônomo do governo Lula demonstrou ter sustentabilidade. O Brasil foi o último país a ser afetado e o primeiro a sair da crise.

 Hoje, o maior parceiro comercial do país é a China. No plano estadual, o Governo Maranhão ainda representa aquele velho Estado burocrático-autoritário, patrimonialista e auto-referenciado dos anos 1980. O governo estadual ainda não alcançou o estágio ‘gerencialista’ da era FHC, e está longe do Estado social da era Lula.

 O governo Cássio bem que ameaçou ‘modernizar’ a máquina administrativa, inclusive com a ajuda da Cláudia Costin, que foi ministra de FHC, mas, ele se limitou a fazer uma mini-reforma gerencial apenas no setor de arrecadação. O resultado foi um aumento considerável da receita.

Já o governo Maranhão III não traz nada de novo; é um modelo dependente do governo central, e adota velhas práticas do Estado autoritário patrimonialista. O Estado é autofágico, existe quase que exclusivamente para manter os empregos políticos que dão sustentação ao governador, e o resultado é a perda de capacidade de implementar políticas públicas, que é a verdadeira razão da existência do Estado.

 Enquanto o Estado está em crise na Paraíba, o debate no cenário político gira em torno da composição de chapas para as eleições, e a mídia propaga de forma autoritária e invasiva uma realidade que não existe.

 Um Estado que gasta mais de 100 milhões do que arrecada em um único mês, não tem noção de responsabilidade fiscal; convidar um ministro para inaugurar 45 casas que foram construídas pelo governo federal demonstra total incapacidade; e enquanto milhões são gastos com propaganda, o Estado alega não ter recursos para reajustar os salários dos servidores públicos.

 Este quadro é de um Estado em colapso. O governo estadual é dependente do governo federal, e alimenta a dependência dos municípios. A autonomia não faz parte do vocabulário político dos gestores estaduais, sobretudo de um governo que detém 46% da massa salarial dos trabalhadores no estado.

 Este tipo de política oligárquica, com 20 anos de atraso em relação ao Estado nacional não tem sequer um projeto de desenvolvimento associado com o governo central; trata-se de uma proposta de desenvolvimento dependente.

 Enquanto isso, hoje existe na Paraíba uma oportunidade histórica real de deixar para trás as velhas práticas e políticas patrimonialistas.

 Historicamente, Ricardo Coutinho sempre esteve vinculado ao projeto nacional-popular, e pôde promover um modelo de gestão democrático-popular na cidade de João Pessoa.

 O governo de Ricardo avançou no gerencialismo para melhorar a eficiência e a efetividade das políticas, mas, além disso, ele incorporou o elemento social através da participação no orçamento democrático. A palavra de ordem foi autonomia com relação ao governo estadual, e parceria com relação ao governo federal. Mas a maior autonomia é a da sociedade ativa que participa, reivindica e fiscaliza as políticas públicas, e que se beneficia do Empreender-JP.

 Ricardo aumentou a capacidade de investimento do município de 4% para 18%, o que representa quase o dobro da média nacional. A sua proposta de 40 anos em 04 parece ser muito audaciosa, mas, o objetivo é superar o modelo burocrático-autoritário do Estado da Paraíba, para além do Estado gerencialista, e implantar um Estado democrático-popular autônomo.

Para isso, Ricardo está propondo trilhar os caminhos que perseguiu quando foi prefeito, fazendo investimentos em infra-estrutura, mas também em ciência e tecnologia, para possibilitar um desenvolvimento sustentável com geração de emprego e renda.

 A capital do Estado cresceu nos últimos anos no mesmo ritmo da China, em torno de 9%. O que Ricardo está dizendo é que isso é possível também no Estado, e quem viu o que ele fez em João Pessoa pode ter razões para acreditar que é possível.

 A aliança de Maranhão com o PT não assegura um novo modelo de gestão democrática para a Paraíba. Muito pelo contrário, o PT será um coadjuvante, o que se aproxima mais das velhas práticas de aparelhamento do Estado em troca de apoio das lideranças recompensadas por cargos e comissões. Maranhão não tem um projeto de desenvolvimento para o Estado, o que ele tem é um projeto de poder pessoal, dependente do governo central, mas ‘poderoso’ no plano estadual.

 Ou seja, Maranhão representa, no máximo, um projeto de desenvolvimento associado para manter velhas práticas locais. Portanto, ao decidir em quem votar no próximo pleito, é preciso ter consciência da relação da escolha pessoal com a responsabilidade social.

 Enquanto os interesses individuais daqueles que dependem do Estado forem mais fortes, continuaremos a contribuir para a manutenção de um sistema perverso de dependência, e de atraso.

********

 Gustavo Tavares da Silva Possui graduação em História pela Universidade Federal da Paraíba (1986), mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Paraíba (1990), doutorado em Ciência Política pela Universidade de Picardie Jules Verne, em Amiens, França (1996), e pós-doutorado na Universidade de Paris 2, Panthéon-Assas, França (2007). Professor Associado do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba - I tem publicações com ênfase na democracia participativa, e está vinculado ao PPGH e ao PPGSS da UFPB. Atua no ensino de graduação e pós-graduação, trabalha com pesquisa sobre processos de democracia participativa e gestão pública, e presta consultoria em políticas públicas na cidade de João Pessoa. Atualmente é líder do GRUPHIR – Grupo de Pesquisa História e Regionalização, com linha de pesquisa em Cidade e Poder Local. Além do interesse pelas novas formas de organização e participação social, se interessa pelas novas formas de gestão governamental no plano local.


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Domingo , 09 de Maio de 2010 às 20:59h

O povo quer saber


Enviado por Bessanger Abrantes

 Com a recomendação do ministro da saúde, que está indicando fazer sexo 5 vezes por semana para se manter saudável, surgiram algumas dúvidas...

- Os Planos de Saúde irão cobrir esse tipo de tratamento?

 - Posso abater gastos com motel, bordel e sex shop do meu imposto de
renda?

 - Posso justificar faltas no trabalho com recibo de motel alegando que
estava me tratando?

 - Será preciso receita médica para comprar filme pornô?

 - Monogamia não coloca a saúde em risco?

 - Masturbação é automedicação?

 - Suruba é saúde coletiva?

 - Swing não é mudança de tratamento?

 - Voyeurismo não é tratamento assistido?

 - Travesti é medicamento genérico?

 - Obsessão sexual não é hipocondria?

 - Posso considerar poligamia como um tipo de tratamento médico?

 - Doença venérea é um tipo de efeito colateral?

 - Fazer uma "DP" ou "ménage à trois" significa superdosagem?

 - Boneca inflável é placebo?

 - Vibrador elétrico é um equipamento usado para tratamento de choque?

 - Posso ser processado por prática ilegal da medicina se eu convidar uma
mulher para um "programinha"?

 - Stripers podem ser consideradas profissionais da saúde?

 - SUS significa Saúde Urge Sexo?

 - A expressão "Gozar de boa saúde" significa isso que estou pensando?

 - Bordéis precisam ter um médico de plantão?

 - O que meu dentista quis dizer quando recomendou manter em dia minha
saúde oral?

 - Políticos não deveriam ter saúde de ferro por viverem fu... o povo?


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Domingo , 09 de Maio de 2010 às 20:38h

A oposição precisa mudar o discurso


Por Agnaldo Almeida

É verdade que a campanha eleitoral ainda não começou. Pelo calendário do TSE, a temporada só se inicia pra valer em agosto, com a liberação da propaganda e dos comícios de rua. É igualmente verdadeiro que daqui até as convenções partidárias ainda teremos, no meio, uma copa do mundo para desviar as atenções de eventuais eleitores.

 Mas, convenhamos, não já seria tempo mais do que suficiente para que as oposições na Paraíba tratassem de consolidar junto à opinião pública as suas propostas de mudanças, caso venham a assumir o governo do estado?

 Compreende-se que o momento é de articulações, de acordos de bastidores, de composição de alianças, mas esta é uma ação política, digamos assim, para dentro. O povão não se liga muito nestas confabulações, a não ser quando elas soam desastradas.

 Para marcar território neste período de pré-temporada, as oposições precisam urgentemente começar a falar para fora – se me permitem a licença de pouco estilo. Precisam atingir o noticiário não pelas disputas internas, como vem ocorrendo, mas pelo discurso externo, de apelo popular e de sintonia com as ruas.

 Os governistas, que se agarram com unhas e dentes à chance de se manter no poder, podem até se dar ao luxo de ganhar mais tempo e empurrar com a barriga os temas que não desejam enfrentar agora. Mas as oposições correm contra o relógio. Quanto mais cedo convencerem a opinião pública de que realmente têm projetos alternativos, tanto melhor.

 Em vez disso, porém, o que se vê? Uma discussão sem fim sobre a formação da chapa majoritária e das composições proporcionais. Isso é importante? É. Mas é muito pouco para um agrupamento político que pretende se apresentar ao eleitor como portador de uma nova idéia ou condutor de um novo tempo

. No caso concreto: sair por aí dizendo que José Maranhão é representante do atraso não basta. É verdade? É. Mas, qual é a proposta moderna para se encerrar este ciclo? Envolvidos em tantas confabulações, os oposicionistas ainda não conseguiram explicar direito. Pelo que se observa no noticiário, priorizam nomes (quem será o vice?) e não programas de governo.

 O ex-prefeito Ricardo Coutinho precisa mostrar que tem condições de reorientar o discurso de seus aliados. Como o próprio nome sugere, aliado é coadjuvante, não é ator principal do espetáculo político.

 Votos, votos, votos – diz-me aqui a voz da experiência que eleição se ganha com votos. E está certo, mas votos – e é bom nunca esquecer isto – se ganham com ideias, com projetos, com propostas de esperança. Não é com este rame-rame das disputas internas.

 As oposições precisam engrenar o seu discurso. Precisam focá-lo. Dirigi-lo para o interesse público e não apenas partidário.

 Ricardo sofre pressões, mas o que dele se espera é que saiba enfrentá-las. Se chegar ao governo, como pode acontecer, elas serão bem maiores.


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Quarta-Feira , 05 de Maio de 2010 às 18:23h

Piadinha dos tucanos


Por Agnaldo Almeida

Hoje pela manhã, ao ser abordada por um repórter sobre a dec isão da Câmara Federal, de aprovar o aumento de 7 por cento para os aposentados, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, saiu-se com esta:

- O que a senhora acha desta decisão dos deputados? perguntou o jornalista.

Dilma respondeu:

- Ainda é cedo para avaliações. Não conversei com o companheiro Lula para saber qual é a minha opinião a respeito disso.

O repórter desligou o gravador.


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Quarta-Feira , 05 de Maio de 2010 às 17:26h

A carta de Lucena


Por Agnaldo Almeida

Anotem aí: na carta que vai dirigir aos paraibanos, explicando a sua posição em relação à sucessão estadual, o senador Cícero Lucena, presidente do PSDB, não usará tons grosseiros contra ninguém. Mas igualmente não defenderá nenhuma das pré-candidaturas colocadas.

Vai, isto sim, perguntar enfaticamente: "Onde foi que eu errei?" E na sequência relembrar fatos e mais fatos que comprovam o seu espírito de lealdade partidária.

Anotem e cobrem depois.


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Quarta-Feira , 05 de Maio de 2010 às 17:25h

Para refletir


Enviado por Bessanger Arantes

Como disse Erich Hobsbawm, deve haver alguma coisa de errado em um mundo que gasta bilhões para salvar meia dúzia de banqueiros bandidos e permite que tanta gente morra à míngua?.


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Segunda-Feira , 03 de Maio de 2010 às 20:19h

Entre aspas


“A liberdade é, sempre e fundamentalmente, a liberdade de quem discorda de nós. (Rosa Luxemburgo).


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Segunda-Feira , 03 de Maio de 2010 às 09:20h

Ainda a ciclovia



Por Petrônio Souto

Todos os críticos da ciclovia estão de acordo num ponto: ela é absolutamente necessária. A bicicleta já é o meio de transporte de parcela considerável da população de João Pessoa, mesmo que a topografia da cidade e os motoristas infernizem a vida dos que se locomovem pedalando. Outra coisa: a bicicleta não é usada apenas para o lazer dos moradores da praia ou para o prazer dos praticantes do ciclismo, como pensam alguns desinformados.

Aqui na orla, funcionários de hotéis, flats, condomínios, peões de obra, empregados domésticos, garçons, comerciários, moradores de favelas e emergentes em geral estão vibrando com a ciclovia. Antes, todos se queixavam de que corriam riscos, disputando um espaço já muito apertado com os carros em movimento, veículos estacionados e caminhantes da calçadinha. Hoje, bem ou mal, têm a sua faixa delimitada, inteiramente livre.

Embora não sendo especialista no assunto, penso que a ciclovia, da maneira como foi concebida pela Prefeitura, implicaria na transferência automática do estacionamento de veículos, da primeira avenida da orla para as ruas perpendiculares, ou mesmo, num gesto de tolerância com os motoristas, para a calçada do outro lado, nos locais em que isso fosse possível, o que exigiria uma intervenção mais ampla da Prefeitura.

Para não tomar muito tempo do meu apressado leitor, acho que o problema maior da primeira avenida da orla marítima atualmente não é a ciclovia. Pequenos retoques na nova sinalização e correção de possíveis falhas podem ser executados tranquilamente, uma vez que a estrutura física da orla não foi alterada. O grande problema dessa área nobre da cidade são os quiosques e barracas instalados à beira-mar. Essa é a raiz de todos os males da orla marítima de João Pessoa.

Veja: certamente o ex-prefeito Cícero Lucena não concluiu a ciclovia na gestão dele porque não quis contrariar os donos de bares e restaurantes, plantados no caminho da ciclovia pelo ex-prefeito Carneiro Arnaud. O abacaxi ficou para ser descascado por Ricardo Coutinho que, em campanha para o governo do Estado, provavelmente também não quis abrir uma polêmica com os comerciantes da praia, flexibilizando, digamos assim, pelo menos nesse caso, o seu jeito impessoal de administrar.

Da mesma maneira, a retirada do estacionamento das avenidas Tamandaré e Cabo Branco, para permitir a construção de uma ciclovia mais larga e tecnicamente mais adequada, descontentaria proprietários de veículos e, claro, novamente eles, os comerciantes da orla. Com as eleições em andamento, a saída parece ter sido o providencial jeitinho brasileiro. Essa é a democracia corinthiana que prevalece do Oiapoque ao Chuí. À vezes dá certo, às vezes não.



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Domingo , 02 de Maio de 2010 às 21:04h

Pérolas estudantis


Frases recolhidas por um professor carioca e há alguns anos publicadas no Jornal do Brasil:

Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigênio.

O nervo ótico transmite idéias luminosas ao cérebro.

 O vento é uma imensa quantidade de ar.

 Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor.

Péricles foi o principal ditador da democracia grega.

 O problema fundamental do terceiro mundo e a superabundância de necessidades.

 O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes se afogavam dentro d'água.

 A principal função da raiz é se enterrar.

 A igreja ultimamente vem perdendo muita clientela.

 O sol nos dá luz, calor e turistas.

 As aves têm na boca um dente chamado bico.

 A unidade de força é o Newton, que significa a força que se tem que realizar em um metro da unidade de tempo, no sentido contrario.

 Lenda é toda narração em prosa de um tema confuso.

 A febre amarela foi trazida da China por Marco Pólo.

 Os ruminantes se distinguem dos outros animais porque o que comem, comem por duas vezes.

 O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia.

 Quando um animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se for empalhado
.
A insônia consiste em dormir ao contrário.

 A arquitetura gótica se notabilizou por fazer edifícios verticais.

 A diferença entre o Romantismo e o Realismo é que os românticos escrevem romances e os realistas nos mostram como está a situação do país.

O Chile é um país muito alto e magro.

O batismo é uma espécie de detergente do pecado original.

Na Grécia a democracia funcionava muito bem porque os que não estavam de acordo se envenenavam.

 A prosopopéia é o começo de uma epopéia.

As plantas se distinguem dos animais por só respirarem à noite.

 Os hermafroditas humanos nascem unidos pelo corpo.

 As glândulas salivares só trabalham quando a gente tem vontade de cuspir.

 A fé é uma graça através da qual podemos ver o que não vemos.

 O objetivo da Sociedade Anônima é ter muitas fabricas desconhecidas.

 A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva.

 O Ateísmo é uma religião anônima.

 A respiração anaeróbia é a respiração sem ar que não deve passar de três minutos.

 O calor é a quantidade de calorias armazenadas numa unidade de tempo.
Antes de ser criada a Justiça, todo mundo era injusto.

 Caráter sexual secundário são as modificações morfológicas sofridas por um indivíduo após manter relações sexuais.

(Publicado


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Domingo , 02 de Maio de 2010 às 11:17h

Transgressões líquidas


 Por Aristheu Formiga*

 O governo de Santa Catarina recebeu da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), nos quatro primeiros meses de 2010, mais de R$ 8,8 milhões de reais pela compensação financeira, pela utilização de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica, cujo destino é incerto e não sabido.

 Esta compensação foi instituída pela Constituição de 1988 e trata-se do percentual de 6,75%, que as concessionárias de geração de energia elétrica pagam pelo uso da água, recursos arrecadados e gerenciados pela ANEEL, que repassam entre os beneficiários: estados, municípios e órgãos da União.

 Na falta de lei estadual específica, o governador usa estes recursos para viagens ao exterior, por exemplo, mas não para consertar as estações telemétricas na bacia do rio Itajaí.

 Eterna mudança

 Talvez a única certeza que podemos ter na sociedade atual – que alguns falam que é posterior à modernidade, é a ausência de garantia de permanência, seja nas relações pessoais, nas promessas de políticos, na oscilação da economia, e também nas relações afetivas.

 O sociólogo Zigmunt Bauman diz que existe uma misteriosa fragilidade dos vínculos humanos, o sentimento de insegurança que ela inspira e os desejos conflitantes de apertar os laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos.

 Talvez mais do que nunca estejamos vivendo o turbilhão da roda da vida, em que vemos as coisas e fatos acontecendo, mas raramente identificamos sua origem, a linha de seu curso, sua aparente destinação. É uma chamada modernidade líquida, onde existiria uma mobilidade ação destituída de sentidos racionais, onde aparentemente tudo pode acontecer, até o que menos se espera.

 Algo como o conceito budista de samsara, uma série ininterrupta de mutações a que a vida é submetida, espécie de ronda infernal de que o indivíduo só se liberta quando alcança o nirvana. E talvez a liberdade só venha ao sair deste ciclo, ao compreender este círculo.

 Rio da aldeia

 Para alguns, o rio Itajaí é apenas um rio que passa por nossa aldeia, quando sobe de nível e faz notícia. A região é nacionalmente conhecida pela sua colonização européia, pelo seu desenvolvimento econômico e pela ocorrência de enchentes.

 De dois em dois anos, candidatos a cargos eletivos variados – vereadores, prefeitos, deputados diversos, senadores e governadores, visitam alternadamente os 47 municípios da bacia do Itajaí, prometendo mundos e fundos para acabar com o problema, que direta e indiretamente afeta um milhão de pessoas. Provavelmente este ano não vai ser diferente.

 Como diz o professor Nilson Lage, aparência é o que o mundo revela ao homem; essência é o que o homem atribui ao mundo. Vamos, pois, dar um significado essencial ao voto, este ano.

 
*Aristheu Formiga é jornalista, paraibano e professor universitário em Santa Catarina, além de colaborador deste blog. 


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Domingo , 02 de Maio de 2010 às 09:36h

As rapidinhas do Paraíso


Enviado por Murilo Paraíso

Juíz perguntando para a prostituta:
"Quando você percebeu que havia sido estuprada? "
A prostituta, secando as lágrimas diz:
Quando o cheque voltou!!!
-------------------------------------
Marido chega preocupado em casa e diz à esposa:
- Tenho um problema no serviço.
Esposa:
- Não diga tenho um problema, diga temos um problema, porque os teus
problemas são meus também.
Marido:
Tá bem, temos um problema no serviço, a nossa secretária vai
ter um filho nosso.

-------------------------------------

A mulher entra num restaurante e encontra o marido com outra:
- Pode me explicar o que é isto?
E ele responde:
- Só pode ser azar!

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- Fernanda, você está doente? Te pergunto porque eu vi sair um médico
da sua casa, esta manhã...
- Olha, minha querida, ontem eu vi sair um militar da sua e nem por
isso você está em guerra, não é verdade?

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- Diga-me, por que motivo você quer divorciar-se de seu esposo?
- Meu marido me trata como se eu fosse um cão!
- Ele a maltrata? Bate em você?
- Não, quer que eu seja fiel!

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A mulher diz, apavorada, ao amante:
- O meu marido está chegando!
- E agora, o que eu faço?
- Pule pela janela!
- Mas nós estamos no 13o. andar!
- Agora não é hora para superstições!

-----------------------------------------

Em Londres, marido e mulher se acomodam na mesa de um restaurante. O
garçom pergunta:
- O que os senhores desejam?
- Eu quero um filé mal passado! - responde o homem.
- Senhor..... tem certeza? E a vaca louca?
- Sei lá, pergunta aí pra ela....

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Uma senhora vaidosa pergunta a um senhor sincero:
- Que idade o senhor me dá?
- Bem... pelos cabelos, dou-lhe vinte anos, pelo olhar, dezenove, pela
sua pele, dezoito, e pelo seu corpo, dezessete anos!
- Hummm, mas como o senhor é lisonjeador!
- Nada disso, sou sincero... Agora espere que vou fazer a soma.

-------------------------------------

Num dia de muito calor, o marido sai do banho pelado, chega pra esposa e
fala:
- Meu bem, está muito quente....o que você acha que os vizinhos vão
dizer se eu for cortar a grama assim, completamente nu?
A mulher olha pra ele e responde:
- Provavelmente, que eu casei com você só por dinheiro


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Domingo , 02 de Maio de 2010 às 09:24h

A segurança e o debate político


        Por Agnaldo Almeida

         Homicídios, assaltos a bancos, execuções,arrombamentos, sequestros, furtos e outros delitos do gênero estão se repetindo na Paraíba como nunca se viu. “Nunca se matou tanto em tão pouco tempo” – é a frase que com mais frequência se ouve nestes dias de intensa violência.

         Os adversários do governo estadual, não inteiramente sem razão, atribuem esse crescimento dos índices de criminalidade à pouca eficiência do sistema de segurança pública. Aliás, talvez não se possa falar nem em eficiência pouca ou muita, mas em falência.

Faltam policiais nas ruas, gasolina nas viaturas, armamento adequado nas mãos dos policiais e, sobretudo, falta uma remuneração digna para os agentes – militares ou civis – que diariamente arriscam suas vidas na tentativa de conter a ação dos criminosos.

Com toda certeza, este não é um caso específico da Paraíba. Os marginais estão a todo vapor no país inteiro. Em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia há áreas urbanas onde a polícia sequer pode entrar. São territórios dominados pela bandidagem e nos quais a presença do estado é nenhuma.

Aqui na Paraíba, mais precisamente em João Pessoa e Campina Grande já ocorrem situações desse tipo. Não com a intensidade dos grandes centros nacionais, mas com idêntico prejuízo para as comunidades.

O que causa espanto entre nós, paraibanos, é que o governo do estado faz de conta que nada disso é com ele. Às vezes promove desfile de viaturas, exibe alguns armamentos novos, mas além dessa pirotecnia não apresenta um plano efetivo para conter a onda de violência.

Com a duplicação da BR-230, estamos ficando mais próximos de Recife, onde os índices de criminalidade estão entre os maiores do Brasil. Não precisa ser expert no assunto para perceber que, além de novos negócios e comodidade, a nova estrada trará também bandidos que esperam encontrar aqui maiores facilidades para as suas operações criminosas.

Pois até agora nada se ouviu sobre  planos e estratégias que estejam sendo montados para encarar esta nova realidade. Se o governo estadual não der prioridade a este tema, vamos viver dias bastante complicados.

É um assunto tão importante para se discutir nesta fase pré-eleitoral que até o candidato José Serra aproveitou recente pronunciamento para anunciar que, se eleito, criará um Ministério da Segurança Pública. Penso que a candidata Dilma Rousseff  também cogita de algo semelhante.

Na Paraíba, a notícia que se tem é que o pré-candidato Ricardo Coutinho decidiu incluir o tema na pauta dos encontros políticos que realizará no interior daqui por diante. Está mais do que na hora de se incluí-lo no debate político.

A iniciativa de Coutinho não deve inibir o governo, impedindo-o de dar a devida importância ao setor da segurança. Afinal, ganhe quem ganhar, os paraibanos vão precisar da proteção policial. Entre outras coisas, é para isto que pagamos impostos. E que impostos!


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Quinta-Feira , 29 de Abril de 2010 às 13:07h

O Paraíba Hoje é pirata


Por Agnaldo Almeida

É uma coisa tão ridícula que não sei como abordar. O caso é o seguinte: há um portal, que se identifica pelo nome Paraiba Hoje, que se apropria indevidamente dos textos de muitos dos jornalistas paraibanos.

Quem primeiro me alertou sobre o caso foi o colunista Marcos Tavares. Todas as colunas que ele publica diariamente na imprensa são "apropriados" pelos proprietários deste portal.

Mas não é só Tavares. Ele certamente é a maior vítima, porque os seus comentários são republicados sem nenhum crédito. Um tal de "Marconi" se vale do texto de Marcos e divulga tudo no seu portal como se fosse produção dele mesmo - do tal Marconi, que ninguém sabe quem é e muito dificilmente vai saber. Mas, sabemos todos, é um picareta.

Esse portal "Paraiba Hoje" está ampliando as suas ações ilegais. Republica, sem dar crédito, artigos e comentários de Luís Tôrres, comentários meus e tudo fica parecendol que foi ele que produziu tudo aquilo.

Trata-se, como se vê, de uma pirataria. Não sei quem é o proprietário deste portal, mas é evidente que se trata de um vigarista. Marcos Tavares me disse que se os seus artigos continuarem a ser publicados indevidamente, sem qualquer referência ao autor, o caso chegará às barras da Justiça.

Eu, como é do conhecimento geral, estou com Marcos.


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Quarta-Feira , 28 de Abril de 2010 às 20:41h

Ninguém segura este país!


Por Agnaldo Almeida

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira aumentar a taxa básica de juros (a Selic) em 0,75 ponto percentual, indo de 8,75% para 9,5% ao ano.

 O Brasil é o país com a maior taxa de juros reais do mundo (4,5%), entre as nações com participação relevante na economia global. Em seguida, vêm Indonésia (3%) e China (2,8%). A menor taxa real, entre os 40 países da lista, é a da Índia, com -9,7%.

 Comentário meu: se o Brasil pode ser o primeiro por que iria se contentar em ser segundo? Para o governo, os banqueiros também são filhos de Deus. A inclusão social,  como se vê, é para todos.KKKKK


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Quarta-Feira , 28 de Abril de 2010 às 10:26h

Eleições: o melhor é perder


Por Agnaldo Almeida

O deputado Quinto de Santa Rita acertou na mosca: disse que as cassações de mandato na Paraiba viraram moda e que o melhor agora é ser segundo colocado nas eleições.

Na verdade, as cassações vêm ocorrendo em série porque os políticos não conseguem respeitar as leis eleitorais durante as campanhas. Os tribunais não têm como agir de outra forma: detectada a fraude, o jeito é cassar o beneficiário dela.

O deputado Quinto tem razão, entretanto,  quando observa que melhor mesmo é ficar em segundo lugar nas eleições. Ninguém repara nos abusos cometidos pelos perdedores. Então, dá-se que, cassado o titular, o perdedor é chamado a assumir o cargo e aí os prazos para investigação de malfeitos durante a campanha já se exauriram.

O erro, portanto, está em que a Justiça teima em autorizar a posse de candidatos que perderam no voto, mas ficam o tempo todo esperando uma convocação pelo Judiciário. Ou seja: perdem nas urnas, mas ganham no tapetão.

Dar posse a um derrotado nas urnas não é entendimento pacífico no Supremo Tribunal Federal. Nem, claro, junto à opinião pública. Se alguém ganhou a eleição usando e abusando dos poderes político e econômico, isto por si só não deveria autorizar o segundo colocado a conquistar o posto para o qual foi derrotado pelo eleitorado.

Entendo que se o vencedor viciou o processo eleitoral, todo ele está prejudicado. Não há, pois, como se falar em segundo colocado  numa eleição que teve seu resultado ilegalmente manipulado.

Quem perde a eleição, perde porque não tem apoio popular. Os tribunais, salvo engano, não deveriam se sentir autorizados a legitimar a posse de quem não teve o apoio do povo.

Ressalte-se, só pra concluir, que a culpa pelas cassações não pode ser atribuida aos juizes. O erro é dos políticos e será sempre deles. Não querem respeitar a lei eleitoral e agem durante as campanhas como se estivessem acima da lei. Apostam na impunidade.

A cassação é um bom remédio para punir eventuais transgressores. A determinação para que o segundo colocado assuma é um ataque à melhor definição que se tem de democracia. Lembram? "Todo poder emana do povo". Não é dos tribunais.


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